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EUA lançam ataques e ampliam ofensiva contra o Irã após queda de helicóptero militar

Teerã defende a retirada de forças estrangeiras do Estreito de Ormuz e afirma manter suas Forças Armadas em estado de alerta

Ilustração mostra as bandeiras do Irã e dos EUA (Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa)
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247 - Os Estados Unidos iniciaram nesta terça-feira (9) ataques contra o Irã que o Comando Central dos EUA (CENTCOM) classificou como ações de "autodefesa". Segundo Washington, a ofensiva ocorreu após a derrubada de um helicóptero militar Apache na região do Estreito de Ormuz. O episódio ocorre no contexto do conflito desencadeado após as agressões estadunidenses e de Israel contra o país persa em 28 de fevereiro.

Segundo a CNN Brasil, o CENTCOM informou que os ataques começaram às 18h, no horário de Brasília. O comando afirmou que a operação representa uma "resposta proporcional à agressão injustificada do Irã", embora não tenha informado imediatamente a extensão ou a intensidade da ação militar.

Antes do anúncio oficial dos ataques, veículos de imprensa iranianos relataram explosões em áreas próximas ao Estreito de Ormuz. A agência Mehr informou, citando moradores, que estrondos foram ouvidos na região de Sirik, sem que a origem fosse identificada. Já a agência Fars noticiou explosões em partes do leste da província de Hormozgan.

Acusação de Trump

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter sido informado pelas Forças Armadas de que o Irã derrubou um helicóptero Apache que operava próximo à costa de Omã.

"Acabei de ser informado por nossas Forças Armadas que, na noite passada, os iranianos abateram um de nossos sofisticados helicópteros Apache enquanto patrulhava o Estreito de Ormuz. Havia dois pilotos envolvidos, ambos estão seguros e ilesos", publicou Trump na rede Truth Social.

"Mesmo assim, os Estados Unidos devem, necessariamente, responder a este ataque", acrescentou o presidente. Segundo as informações divulgadas pelo governo dos EUA, os dois tripulantes foram resgatados por um drone marítimo estadunidense. O episódio marcou a primeira perda de um helicóptero Apache desde o início do conflito entre Washington e Teerã.

Resposta iraniana

Após as declarações de Trump, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que forças estrangeiras presentes na região correm riscos permanentes e sugeriu a retirada desses contingentes do Estreito de Ormuz.

"As forças estrangeiras próximas ao nosso território correm risco constante devido a erros humanos, acidentes ou por potencialmente serem pegas em fogo cruzado", escreveu o chanceler iraniano na rede X.

"Para reduzir o risco, a melhor solução é que as forças estrangeiras deixem, o mais rápido possível, um ambiente que nunca será hospitaleiro a uma presença hostil", acrescentou. Araghchi também declarou que o Irã prefere "a linguagem da diplomacia", mas afirmou que o país possui outras formas de resposta. Segundo ele, o Estreito de Ormuz não deve ser considerado uma área de águas internacionais, mas um espaço compartilhado entre Irã e Omã.

O ministro afirmou ainda que as Forças Armadas iranianas permanecem em estado de alerta diante de qualquer eventual violação do espaço aéreo, do território ou das águas territoriais do país.

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