EUA pregam boicote à Copa da Rússia

Para o professor de Relações Externas da Universidade de Michigan e ex-embaixador norte-americano para o Brasil, Melvyn Levitsky, a expulsão de diplomatas russos por mais de 20 países em reação as ações externas da Rússia deveriam impactar diretamente sobre a Copa do Mundo que será realizada naquele país, entre os meses de junho e julho; "Deveria, e espero isso, francamente. Este fato deveria fazer com que a Copa do Mundo não ocorresse na Rússia", afirmou

Para o professor de Relações Externas da Universidade de Michigan e ex-embaixador norte-americano para o Brasil, Melvyn Levitsky, a expulsão de diplomatas russos por mais de 20 países em reação as ações externas da Rússia deveriam impactar diretamente sobre a Copa do Mundo que será realizada naquele país, entre os meses de junho e julho; "Deveria, e espero isso, francamente. Este fato deveria fazer com que a Copa do Mundo não ocorresse na Rússia", afirmou
Para o professor de Relações Externas da Universidade de Michigan e ex-embaixador norte-americano para o Brasil, Melvyn Levitsky, a expulsão de diplomatas russos por mais de 20 países em reação as ações externas da Rússia deveriam impactar diretamente sobre a Copa do Mundo que será realizada naquele país, entre os meses de junho e julho; "Deveria, e espero isso, francamente. Este fato deveria fazer com que a Copa do Mundo não ocorresse na Rússia", afirmou (Foto: Paulo Emílio)

247 - Para o professor de Relações Externas da Universidade de Michigan e ex-embaixador norte-americano para o Brasil, Melvyn Levitsky, a expulsão de diplomatas russos por mais de 20 países em reação as ações externas da Rússia deveriam impactar diretamente sobre a Copa do Mundo que será realizada naquele país, entre os meses de junho e julho. "Deveria, e espero isso, francamente. Este fato deveria fazer com que a Copa do Mundo não ocorresse na Rússia", afirmou Levitsky ao jornal O Globo.

Segundo ele, a reação de expulsar os diplomatas russos "é um sinal muito claro dos países ocidentais contra as ações russas". É a primeira vez que vemos algo tão bem coordenado, e é um sinal muito claro dos países ocidentais contra as ações russas. Isso mostra que houve um bom nível de acordo entre os países ocidentais e mostra que eles não aceitarão que os russos continuem interferindo desta maneira, seja em eleições, seja no caso do envenenamento (do ex-espião Sergei Skripal). É uma mensagem importante para os russos, principalmente pelo envolvimento do presidente Donald Trump nesta ação", disse.

Para ele, apesar do aumento da tensão, o fato não deverá evoluir para uma nova "guerra fria". "Acredito que o momento é muito diferente da Guerra Fria. A Rússia é um país muito diferente, e seus interesses são outros no mundo. O que vemos aqui é uma reação, uma defesa dos países ocidentais, mas não o início de um enfrentamento", disse.

Sobre os impactos da medida sobre a realização da Copa do Mundo na Rússia, ele foi enfático ao afirmar que "este fato deveria fazer com que a Copa do Mundo não ocorresse na Rússia. Não acredito nisso, acho que de uma maneira ou outra a Copa acontecerá na Rússia, mas há muitas razões para a Rússia não realizar a Copa. Primeiro, para mostrar que o mundo não aceita este tipo de interferência feita pela Rússia. Segundo, pelas razões além da política, esportivas. A Fifa não deveria ignorar os sérios casos de doping que retiraram os russos das Olimpíadas de Inverno", observou.

Veja a íntegra da entrevista.

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