EUA querem desestabilizar Oriente Médio com 'guerra dos petroleiros'

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas Mousavi, declarou que o navio petroleiro estrangeiro rebocado pelas forças iranianas estava com falhas técnicas

(Foto: REUTERS / Phil Stewart)

Sputnik - O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas Mousavi, declarou que o navio petroleiro estrangeiro rebocado pelas forças iranianas estava com falhas técnicas. 

Segundo o diplomata, o navio rebocado pelas forças iranianas em suas águas territoriais havia emitido uma solicitação de assistência devido a uma falha técnica, e que a embarcação permanecerá nas águas iranianas até que o problema seja resolvido.  

Por sua vez, os EUA suspeitam que o Irã tenha tomado a embarcação dos Emirados Árabes Unidos (EAU), desligando seu rastreador há três dias.  

O especialista iraniano Ali-Reza Akbar, fundador do Centro de Investigações estratégicas, comentou que os EUA estão tentando desestabilizar a segurança da região por meio de boatos nas mídias.  "Acredito que tanto as fontes de informação norte-americanas como outras ocidentais estejam tentando minar a segurança no golfo Pérsico, pois os EUA querem criar uma coalizão sobre a navegação insegura nesta região. Também querem enviar seus destroieres ao golfo Pérsico, mesmo que não haja nada que possa elevar as tensões na região do que os interesses ilegais perseguidos por diferentes países", explicou.  "Os EUA afirmaram que todas as versões sobre desaparecimento de petroleiros e a participação neste incidente do Irã são falsas, e acrescentaram que nenhum de seus navios foi submetido a qualquer perigo [...]", afirmou Ali-Reza Akbar, ressaltando que o Golfo Pérsico é uma das regiões mais seguras, e que atualmente, todas as leis internacionais sobre transporte marítimo são respeitadas.  

Além disso, não houve incidentes similares com petroleiros em outras circunstâncias, nem mesmo durante a guerra entre o Irã e o Iraque na década de 1980, com exceção da guerra dos petroleiros norte-americanos e iraquianos, concluiu o especialista

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