EUA querem punir Irã sob acusação de ataque a refinarias sauditas

Os Estados Unidos estão pressionando o Conselho de Segurança da ONU para tomar medidas punitivas contra o Irã acusando o país persa de ser o responsável pelo ataque contra refinarias de petróleo na Arábia Saudita, em setembro deste ano

Imagem de satélite mostra danos provocados a instalação de petróleo e gás da Aramco em Khurais
Imagem de satélite mostra danos provocados a instalação de petróleo e gás da Aramco em Khurais (Foto: Governo dos EUA/DigitalGlobe/Divulgação via REUTERS)
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247 - "O Conselho de Segurança tem de responsabilizar o Irã", defendeu a embaixadora norte-americana na ONU, Kelly Craft, em uma reunião sobre a questão nuclear iraniana, referindo-se ao ataque contra refinarias sauditas.

Craft lembrou que os EUA e outros países, como o Reino Unido, França e Alemanha, concluíram que o ataque de 14 de setembro à companhia petrolífera saudita Saudi Aramco foi realizado pelo Irã, informa a EFE.

Em seu discurso, Craft destacou que seu país não ficará parado enquanto o Irã, em suas palavras, "desestabiliza" o Oriente Médio, mas novamente deixou a porta aberta para uma negociação com Teerã para chegar a um acordo para substituir o pacto nuclear de 2015, abandonado pelo governo de Donald Trump. Teerã, por sua vez, salientou que não negociará "sob a ameaça da espada", em referência à reinstituição de sanções decididas pelos EUA.

Segundo o embaixador iraniano, Majid Takht Ravanchi, Washington tem que escolher entre manter sua política de "máxima pressão" ou voltar ao acordo nuclear e optar pelo diálogo. 

O representante europeu na ONU, Olof Skoog, reafirmou que a comunidade internacional tem a responsabilidade de evitar o que chamou de colapso do acordo. 

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