EUA querem que Coreia do Sul e Japão cooperem por desnuclearização

O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, e o ministro da Defesa da Coreia do Sul, Jeong Kyeong-doo, conversaram nesta quarta-feira (24) sobre a importância de evitar uma maior deterioração nas relações Seul-Tóquio e destacaram o peso das mesmas para conseguir o desarmamento norte-coreano

(Foto: DENIS BALIBOUSE)

EFE - O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, e o ministro da Defesa da Coreia do Sul, Jeong Kyeong-doo, conversaram nesta quarta-feira (24) sobre a importância de evitar uma maior deterioração nas relações Seul-Tóquio e destacaram o peso das mesmas para conseguir o desarmamento norte-coreano.  

"Ambas as partes estiveram de acordo com relação à cooperação contínua em matéria de segurança entre Seul e Tóquio e decidiram cooperar estreitamente para o desenvolvimento desses laços bilaterais e das relações trilaterais que envolvem os EUA", afirmou um comunicado o Ministério de Defesa após a reunião em Seul entre Bolton e o titular desta pasta.  

A visita de Bolton acontece em um momento no qual as relações entre o Japão e a Coreia do Sul  vivem seu pior momento em décadas, o que pôs no ponto de mira o pacto de cooperação militar entre ambos.  

O chamado Pacto Geral de Segurança sobre Informação Militar (GSOMIA, na sigla em inglês), assinado em 2016, prevê o compartilhamento de dados entre Japão e Coreia do Sul sobre os movimentos militares da Coreia do Norte.  

O acordo, que deve ser renovado a cada ano, deveria voltar a ser ratificado em 24 de agosto, mas os problemas entre Seul e Tóquio despertam dúvidas com relação a esta possibilidade.  

Em um posterior encontro entre Bolton e a chanceler sul-coreana, Kang Kyung-wha, ambos enviaram uma mensagem similar sobre a necessidade de solucionar a atual crise entre os países mediante a diplomacia e destacaram a importância da cooperação entre Japão e Coreia do Sul para conseguir a desnuclearização da Coreia do Norte. 

A atual crise piorou no começo de julho quando o Japão decidiu aplicar restrições sobre a exportação ao país vizinho de materiais químicos básicos para fabricar telas e chips de memória, componentes imprescindíveis em computadores, servidores e smartphones, e pilar básico das exportações sul-coreanas.  

Seul considera esta ação uma represália pela decisão de 2018 do Supremo Tribunal sul-coreano que abriu as portas para que empresas japonesas compensem economicamente coreanos escravizados por estas companhias durante a II Guerra Mundial.  

Tóquio defende que as compensações foram cobertas no tratado de normalização de laços de 1965, pelo qual doou US$ 300 milhões às vítimas de tal período, um dinheiro que a ditadura militar de Park Chung-hee não enviou a todas elas, motivo pelo qual milhares de afetados denunciaram o governo sul-coreano.

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