EUA querem transformar Venezuela em campo de concentração, diz político da Costa Rica

A política externa dos EUA está mostrando sua versão fascista na Venezuela, país que Washington quer transformar em um campo de concentração no estilo da Alemanha nazista, disse à Sputnik o dirigente comunista costa-riquenho Humberto Vargas Carbonell

EUA querem transformar Venezuela em campo de concentração, diz político da Costa Rica
EUA querem transformar Venezuela em campo de concentração, diz político da Costa Rica

Sputnik - A política externa dos EUA está mostrando sua versão fascista na Venezuela, país que Washington quer transformar em um campo de concentração no estilo da Alemanha nazista, disse à Sputnik o dirigente comunista costa-riquenho Humberto Vargas Carbonell.

"Neste momento há uma prática aberta, direta e fascista por parte do governo dos EUA. Que significado têm ações claramente genocidas como tirar a água potável e a eletricidade de uma cidade inteira? Trata-se de transformar a Venezuela em um campo de concentração gigantesco do tipo hitleriano", disse à Sputnik Humberto Vargas Carbonell, secretário-geral do Partido da Vanguarda Popular, que é o partido comunista da Costa Rica.

O político, candidato à presidência em 2006 e duas vezes deputado (1978-1982 e 1986-1990), disse que tanto o Grupo de Lima quanto a figura do autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, são uma "criação imperial".

Vargas Carbonell reconheceu que o Grupo de Contato Internacional (GIC) na Venezuela não é igual ao Grupo de Lima, mas disse que os países integrantes "não estão apresentando nenhuma opção que seja positiva".

"Eles repetem a retórica geral, não há grande diferença entre a retórica do Grupo de Lima e do GIC", opina ele.

A União Europeia e os oito países do continente que fazem parte do GIC (França, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido), junto com o Uruguai, Costa Rica, Equador e Bolívia, cometeram "um sério erro "por renunciarem a ter uma" política própria" em relação à Venezuela, disse o líder comunista.

Os representantes do Grupo de Contato Internacional se reuniram em 6 e 7 de maio na capital da Costa Rica para continuar buscando uma solução política, pacífica e democrática para a situação na Venezuela.

Nessa reunião, o GIC aceitou o convite do Grupo de Lima para realizar uma reunião entre os dois blocos e expressou sua intenção de convidar ao diálogo países como os EUA, Rússia, China e Cuba, bem como anunciou a criação de um grupo de trabalho humanitário em Caracas.

Em 30 de abril, o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país, lançou a chamada Operação Liberdade para retirar Nicolás Maduro do poder.

Segundo o atual ministro venezuelano da Defesa, Vladimir Padrino López, as Forças Armadas da Venezuela continuam sendo completamente fiéis às autoridades legítimas.

A Venezuela tem lidado com uma grave crise política, com o líder da oposição, Juan Guaidó, proclamando-se presidente interino do país em 23 de janeiro.

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