EUA se isolam em confronto com Irã, diz analista de política internacional

O jornalista norte-americano John Steppling deu declarações à Sputnik Internacional em que ressalta a perda de aliados por Washington em meio às tensões com o Irã

(Foto: Sputnik)

Sputnik - Recentemente, presidente iraniano, Hassan Rouhani, reiterou o posicionamento de que se o presidente norte-americano, Donald Trump, quiser iniciar negociações com Teerã, será necessário retirar as sanções contra o país. 

Com relação à situação das sanções, o jornalista acredita que todos os adeptos da linha dura anti-iraniana são o real motor da política norte-americana e eles não têm qualquer intenção de retirar as sanções, entretanto, Washington está sofrendo uma perda de aliados, como é o caso da Alemanha, que se recusou a participar de operação marítima na região.  

Já o Reino Unido tinha apenas um navio disponível para enviar e ninguém tinha certeza de qual navio seria, ou seja, Washington provavelmente conseguirá apenas atingir os civis com estas sanções, ressaltou o jornalista.  

No momento, os Estados Unidos enfrentam um grande problema, isso porque nenhum país europeu, ou seja, nenhum dos países da Otan  quer ser utilizado como escudo para defender os interesses norte-americanos, o que deixa os EUA expostos em um potencial conflito contra o Irã. Isso mostra que os EUA hoje têm pouca influência, bem como poucos aliados.  

Apesar da pouca influência norte-americana, os iranianos temeriam um possível ataque saudita, como representante dos EUA na região, entretanto, seria quase improvável que Washington pudesse sustentar uma guerra, já que conta com um apoio limitado e o Reino Unido se parece com um cachorrinho de Washington, tendo uma relevância mínima na situação.  

A parceria dos EUA e do Reino Unido parece algo bom apenas no papel, já que os britânicos supostamente possuem apenas dois navios na região, que é patrulhada por embarcações iranianas, país que, por sinal, possui mísseis terrestres que podem atingir o estreito, do outro lado de Omã e dos EAU, além de possuir o controle das águas da região.  

Dessa forma, a parceria dos EUA com o Reino Unido seria algo apenas cerimonial, completou o jornalista.

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