Evo Morales alerta que um novo golpe de Estado está em andamento na Bolívia antes das eleições de outubro

Presidente deposto da Bolívia, Evo Morales, denunciou que um novo golpe está em curso visando implantar "um governo de civis e militares". Segundo ele, armas e franco-atiradores foram enviados para as regiões de El Alto e Chapare para responsabilizar os movimentos sociais pelo enfrentamento

Evo Morales
Evo Morales (Foto: Natacha Pisarenko/AP/Russia Today)
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Sputnik - O presidente deposto da Bolívia, Evo Morales, denunciou nesta sexta-feira (8) que em seu país "se prepara um novo golpe de Estado" que busca "instaurar um governo de civis e militares".

Segundo Morales, o plano é organizado por dois generais: Sergio Carlos Orellana, comandante em chefe das Forças Armadas de Bolívia, e Iván Ortiz Bravo, chefe do Departamento Terceiro do Comando em Chefe.

Assim, salientou que para executar o plano "chegaram dois aviões com armas dos EUA e foram enviados franco-atiradores a El Alto e Chapare".

"É condenável que o governo de fato envie franco-atiradores à cidade de El Alto e Trópico de Cochabamba para que atuem contra grupos de cidadãos que defendem eleições e democracia. Pretendem usar armas de calibre 22 e 25 para acusar de enfrentamentos os movimentos sociais", postou Morales nas redes sociais

El Alto, cidade vizinha da capital boliviana La Paz, e Chapare, província do departamento de Cochabamba, são os principais focos dos protestos contra o novo adiamento das eleições gerais, que estavam previstas para ocorrer em 6 de setembro e foram adiadas para 18 de outubro.

Morales foi presidente da Bolívia até 10 de novembro de 2019, se retirando do país sul-americano após fortes protestos motivados pelas últimas eleições presidenciais bolivianas. Desde então, o ex-mandatário alerta para a erosão do ambiente democrático do país.

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