Evo Morales ameaça fechar embaixada norte-americana

Presidente da Bolívia disse que não "tremeria a mão" se detectasse conspirações contra seu governo, depois de acusar a Casa Branca de ter ordenado a países europeus que fechassem o espaço aéreo para seu avião. "A posição firme que vamos assumir é fazer respeitar, perante os organismos internacionais, as normas e os tratados internacionais”, afirmou

Evo Morales ameaça fechar embaixada norte-americana
Evo Morales ameaça fechar embaixada norte-americana (Foto: Martin Alipaz)

247 - O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta quinta-feira que não "tremeria a mão" para fechar a embaixada dos Estados Unidos em seu país, se detectasse conspirações contra seu governo, depois de acusar a Casa Branca de ter ordenado a países europeus que fechassem o espaço aéreo para seu avião.

O governo boliviano acusou Washington de dar ordens aos países europeus para intimidá-lo e amedrontá-lo, depois de Morales afirmar, em Moscou, onde está Snowden, que estaria disposto a avaliar um pedido de asilo do homem que revelou um imenso esquema de espionagem dos EUA.

"Seguramente seguem infiltrados por aqui e ali, para fazer espionagem. Tomara que haja mais maturidade, eu não tremeria a mão para fechar a embaixada dos EUA, temos dignidade, temos soberania", disse ele a milhares de partidários antes de uma reunião extraordinária com os líderes sul-americanos.

Os Estados Unidos, que asseguram ter feito esforços para estabelecer com a Bolívia uma relação baseada no respeito mútuo e na cooperação e que a ajudou em seu programa anti-drogas, não comentaram as acusações de Morales.

"Sem os EUA estamos melhores politicamente, democraticamente. Sem o Banco Mundial, sem o Fundo Monetário Internacional estamos melhor financeiramente, por isso não precisamos deles, temos outros aliados", disse o presidente.

Europa

O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse ontem que pedidos de desculpas dos países europeus "não bastam" após ter sido barrado pelo espaço aéreo europeu na última terça-feira.

"A posição firme que vamos assumir é fazer respeitar, perante os organismos internacionais, as normas e os tratados internacionais. Não basta só a desculpa de algum país que não nos permitiu passar seu território", afirmou.

A Bolívia acusa França, Espanha, Portugal e Itália de não permitirem, inicialmente, o voo de seu avião sob a suspeita de que o avião presidencial - que saíra de Moscou rumo a La Paz - transportasse o ex-técnico da CIA Edward Snowden, responsável por vazar o esquema de espionagem do governo americano.

Depois de uma escala em Viena e a revista do avião presidencial, os quatro países liberaram seu espaço aéreo.

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