Financial Times também retira apoio a evento com Bolsonaro em Nova York

Pressão do movimento LGTBT em todo o mundo, principalmente nos EUA, está minguando o evento de empresários para homenagear o presidente Jair Bolsonaro, em Nova York; depois da Delta Airlines e a Bain & Companye, é a vez do jornal Financial Times anunciar a retirada do patrocínio ao evento  

Financial Times também retira apoio a evento com Bolsonaro em Nova York
Financial Times também retira apoio a evento com Bolsonaro em Nova York (Foto: Adriano Machado - Reuters)

247 - A campanha de boicote promovida principalmente pelo movimento LGBT está resultando num boicote corporativo do evento da Câmara de Comércio Brasil-EUA, em Nova York, para homenagear o presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Depois da Delta Airlines e a Bain & Companye, é a vez do Financial Times anunciar a retirada do patrocínio ao evento.

A informação é do jornal The Guardian, que afirma que a preocupação das empresas é resultado da forte campanha de ativistas dos direitos LGBT, que apontaram que a homenagem pode associar as marcas às posturas homofóbicas e racistas de Jair Bolsonaro.

O evento "Pessoa do Ano", concederia o prêmio a Bolsonara, mas o lobby empresarial esbarra numa realidade: Bolsonaro é persona non grata. Primeiro, os protestos levaram a mudança de local para o jantar, que aconteceria no Museu de História Natural. Por decisão da administração do próprio museu, o local foi alterado.

Um porta-voz do Financial Times confirmou que deixaria de ser um parceiro da cerimônia de homenagem a Bolsonaro, mas acrescentou que pretendia "manter uma parceria com a Câmara de Comércio Brasil-EUA" em outros eventos.

A reportagem do The Guardian lembra que Bolsonaro já havia dito que "preferia que seu filho morresse a ser gay e que casais do mesmo sexo que vivem em um prédio de apartamentos podem causar a queda dos preços das casas".

"Bolsonaro conseguiu se tornar "quase um pária", segundo um ex-embaixador do Brasil nos EUA", destaca o jornal britânico.

 

Movimento promete continuar

Sarah Kate Ellis, diretora executiva da GLAAD, movimento LGBT, disse que sua organização continuará a fazer campanha contra as empresas associadas à homenagem de Bolsonaro.

"É imperativo que as empresas e organizações associadas a este evento compreendam o notório registro anti-LGBTQ e a retórica do presidente brasileiro e apoiem as pessoas LGBTQ no Brasil e em todos os lugares, retirando seu apoio. Sua marca de ativismo anti-LGBTQ está prejudicando ativamente os LGBTQ brasileiros e as empresas que sediarem ou participarem dessa celebração dele precisam tomar uma posição", advertiu.

 

 

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