França investiga corrupção em construção de submarinos no Brasil

França abriu investigação para apurar o envolvimento da estatal Direction des Construction Navales (DCNS) nos casos de corrupção referentes à construção de submarinos pelo Brasil; segundo delatores da Odebrecht ouvidos pela Lava Jato, foram pagos cerca de R$ 155,5 milhões em propinas no âmbito do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), que prevê a construção de cinco submarinos para a Marinha brasileira, um deles nuclear

Construção de submarinos brasileiros, Prosub
Construção de submarinos brasileiros, Prosub (Foto: Paulo Emílio)

247 - A França abriu investigação para apurar o envolvimento da estatal Direction des Construction Navales (DCNS) nos casos de corrupção referentes a construção de submarinos pelo Brasil. Segundo delatores da Odebrecht ouvidos pela Lava Jato, foram pagos cerca de R$ 155,5 milhões em propinas no âmbito do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), que prevê a construção de cinco submarinos para a Marinha brasileira, um deles nuclear.

Pelos acordos firmados inicialmente, o programa foi orçado em R$ 27 bilhões, mas já teria consumido mais de R$ 31 bilhões. Pelo acordo firmado entre os dois países, a DCNS, que é controlada pelo governo francês e tem como sócio o grupo Thales, seriam construídos cinco submarinos da classe Scorpéne, além da transferência de tecnologia.

Segundo a Procuradoria da República do Distrito Federal (PR-DF) as investigações sobre o Prosub correm sob sigilo e a Procuradoria Financeira Nacional da França informou que não iria comentar o assunto. De acordo com o ex-executivo da Odebrecht Benedicto Júnior foram pagos 40 milhões de euros a José Amaro Pinto Ramos que teriam sido solicitados por diretores da DCNS. "Acredito que ele (José Amaro) deveria ter alguns almirantes da reserva que ajudaram na concepção do projeto nuclear envolvidos", contou em seu depoimento.

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