França mantém operação no Mali; 100 morrem

A França vai prosseguir com as operações militares no Mali para preparar a intervenção liderada por países africanos contra rebeldes islâmicos; François Hollande afirmou que o governo francês vai intensificar a segurança contra o terrorismo no seu próprio território

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PARIS (Reuters) - A França vai prosseguir com as operações militares no Mali para preparar a intervenção liderada por países africanos contra rebeldes islâmicos, disse neste sábado o presidente francês, François Hollande, que afirmou que o governo francês vai intensificar a segurança contra o terrorismo no seu próprio território.

Enquanto aviões franceses atacavam rebeldes pelo segundo dia, Hollande afirmou ter dado instruções para que as centenas de soldados enviados ao Mali mantivessem as suas ações limitadas ao apoio à operação dos países do oeste da África.

"Já seguramos o progresso dos nossos adversários e causamos grande perdas para eles. Mas a nossa missão não está terminada ainda", disse Hollande.

Um piloto francês foi morto na sexta-feira. A operação militar é até agora o maior teste em política externa para o governo de Hollande.

Mais de 100 pessoas, incluindo rebeldes e soldados do governo, morreram no Mali durante ataques aéreos franceses e combates na estratégica cidade de Konna, segundo fontes militares do Mali e testemunhas.

Uma autoridade do Exércio no quartel da antiga junta militar do Mali em Bamako disse que "mais de 100" rebeldes foram mortos, enquanto um comerciante em Konna disse ter contado 148 corpos, entre eles várias dezenas de soldados do governo.

"Nós o expulsamos. Estamos efetivamente em Konna", disse à Reuters o porta-voz do Ministério da Defesa do Mali, coronel Diaran Kone. "Não sabemos se eles plantaram minas ou outras armadilhas, então estamos nos locomovendo com cautela. Houve muitas mortes em ambos os lados".

A França também perdeu um soldado e um agente secreto numa operação na Somália no sábado. O ministro da Defesa francês afirmou que as duas operações na África não tinham relação.

(Reportagem de Catherine Bremer e Mark John)

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