Gigantes da internet terão que abrir dados a reguladores antitruste da União Europeia

Comissária digital e antitruste da Europa, Margrethe Vestager afirmou que as gigantes de tecnologia terão que abrir seus arquivos de anúncios para reguladores e pesquisadores. A medida provavelmente impactará empresas como a Alphabet, dona do Google, Amazon, Apple e Facebook

Empresas como Alphabet, Amazon, Apple e Facebook terão que se adequar a novas regras propostas pela UE
Empresas como Alphabet, Amazon, Apple e Facebook terão que se adequar a novas regras propostas pela UE (Foto: Reprodução)
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BRUXELAS (Reuters) - As gigantes de tecnologia terão que explicar como seus algoritmos funcionam sob as novas regras propostas pela União Europeia e também abrir seus arquivos de anúncios para reguladores e pesquisadores, disse a comissária digital e antitruste da Europa nesta sexta-feira. A medida provavelmente impactará gigantes online dos EUA, como a Alphabet, dona do Google, Amazon, Apple e Facebook, com suas enormes bases de dados e lucrativos negócios de publicidade online.

Os algoritmos de publicidade ajudam as empresas a direcionar os anúncios aos usuários que os anunciantes desejam alcançar.

A comissária europeia para a concorrência, Margrethe Vestager, disse que o objetivo é esclarecer como esses algoritmos funcionam e garantir que as empresas sejam responsabilizadas por suas decisões.

“E as maiores plataformas teriam que fornecer mais informações sobre a forma como seus algoritmos funcionam, quando os reguladores solicitarem”, disse ela em evento organizado pela agência de pesquisa AlgorithmWatch e pelo European Policy Center.

As empresas também terão que dar aos reguladores e pesquisadores acesso aos dados que possuem - incluindo arquivos de anúncios”, disse Vestager.

Ela vai anunciar dois projetos de regras conhecidos como Digital Services Act e Digital Markets Act em 2 de dezembro, evidenciando a determinação da UE em controlar as gigantes da tecnologia e forçá-las a serem mais justas.

A nova legislação precisará da contribuição e aprovação dos países da UE e do Parlamento Europeu antes de entrar em vigor, um processo que pode levar mais de um ano.

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