Gleisi: vitória na Bolívia mostra que golpes podem ser revertidos

A deputada Gleisi Hoffmann, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, que acompanhou o processo eleitoral na Bolívia como observadora internacional, ficou animada com a vitória da esquerda e opinou que o resultado renova a esperança na América Latina

Gleisi, com o presidente eleito da Bolívia Luis Arce e o vice David Choquehuanca
Gleisi, com o presidente eleito da Bolívia Luis Arce e o vice David Choquehuanca (Foto: Tutaméia)
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247 - “Nós sabemos que a direita e a extrema direita podem muito, com suas mídias, com seus dinheiros, com a captura das instituições do Estado para utilizá-las a seu serviço. Eles podem muito, mas não podem tudo. Porque tem resistência, porque tem reação, porque tem luta, porque tem esperança e porque tem povo. E o povo, quando muito confrontado, quando muito aviltado, quando fica sem condições, reage", afirmou Gleisi Hoffmann, presidente do PT sobre a Bolívia. 

"A Bolívia, inclusive de forma rápida, mostrou isso. Mostrou que há resistência, que há luta, que há esperança, e que a falta de olhar para a maioria do povo não deixa esses regimes se estabilizarem. Houve esse enfrentamento, essa articulação, mostrando que dá para reverter”, disse a líder petista em entrevista ao Tutaméia.

Hoffmann chegou a La Paz na sexta-feira, encontrando um clima tenso, conforme relata na entrevista. Havia razões para isso, diz ela: “Acompanhamos o processo eleitoral com muita apreensão, pois não sabíamos o que ia acontecer no domingo. Como golpe aqui foi muito violento, inclusive com manifestações de violência aberta, física, perseguição, agressões a pessoas, o governo que assumiu a presidência interina é de extrema direita, o responsável pela coordenação de governo também é uma pessoa muito violenta em seus atos, então temíamos muito que não se realizassem as eleições, para que esse governo continuasse. Eles tomaram o poder do jeito que tomaram, obviamente que não gostariam de largar. Durante esse ano de governo interino, foram várias as denúncias de corrupção, de desvios, de problemas, então eles estavam com a imagem bastante desgastada. Mesmo assim, ficamos muito apreensivos”.

O domingo, porém, foi calmo: “Não teve nenhum incidente relevante, com alto índice de comparecimento às urnas em todo o país. Havia aqui em La Paz, no centro, a presença do Exército nas ruas, agora o que me informaram que isso é um pouco tradição aqui, as Forças Armadas acompanharem, embora eu tenha achado meio demais, era muita gente mesmo”.

Veja a íntegra da entrevista.

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