“Governo Bolsonaro ainda recebe apoio da extrema direita dos EUA”, diz Celso Amorim

O ex-chanceler condenou a submissão da política externa brasileira aos interesses dos Estados Unidos e relembrou o sucesso da diplomacia nos governos Lula. “Governo Lula trará paz e estabilidade na América Latina”. Assista

(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)
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247 - Ex-chanceler dos governos Lula, o embaixador Celso Amorim condenou a política externa brasileira, que, segundo ele, se submete aos interesses da extrema direita americana.

Em entrevista à TV 247, ele atribui o posicionamento contrário à quebra das patentes das vacinas contra a Covid-19 ao alinhamento com os Estados Unidos: “Falando que nem o Dallagnol, não tenho provas, mas convicção, ou uma hipótese, de que o governo Bolsonaro continua recebendo apoio da extrema direita americana, porque é muito difícil explicar, por exemplo, a nossa posição em relação à questão das patentes. O Brasil é o único país em desenvolvimento que se coloca na posição como se fosse dono de laboratórios. Por quê? Qual a razão disso? Quais laboratórios estamos defendendo? É uma coisa filosófica? Difícil de acreditar numa coisa dessa”. 

Política externa de Lula

O ex-ministro avaliou que um eventual governo Lula traria uma mudança positiva para a América Latina, que evitaria diversos conflitos. “Um governo Lula é um governo que trará paz e estabilidade na região, que, aliás, foi o que ele fez. Eu em breve vou publicar um livrinho, um calhamaço, chamado ‘Laços de Confiança’, que é o que nós fizemos na América Latina. O Brasil contribuiu para a paz na região, para uma concórdia na região, para evitar que conflitos civis implodissem um país, como foi na Bolívia. Também contribuímos ativamente, através da UNASUR ou indiretamente, para que a Venezuela e a Colômbia não entrassem em conflito”, disse. 

“Não só pela diplomacia, mas pelo exemplo, porque o Brasil, justamente por causa das políticas sociais como o Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida, foi um país que não renegou ao mercado, não criou guerra com o mercado. O Brasil é o país que demonstra, mais do que qualquer outro, que é possível uma plataforma reformista”, completou. 

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