Governo Bolsonaro articula aliança mundial de extrema-direita "em defesa da família"

O governo Bolsonaro costura bancada de "países amigos da família" na ONU e Itamaraty já circulou informação para seus postos, informa o jornalista Jamil Chade em seu blog. Em evento organizado pelo governo da Hungria, na semana passada, ministra Damares Alves diz que "agora o Brasil é uma nação pró-família" e convoca governos a se unir à iniciativa - uma fachada para uma articulação global de extrema-direita.

Damares Alves
Damares Alves (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
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247 - O jornalista Jamil Chade, que acompanha em Genebra as atividades do Conselho de Direitos Humanos da ONU informa que o governo Blsonaro  está articulando o que considera ser uma bancada de países amigos da família na organização multilateral -uma fachada para uma articulação global de extrema-direita. 

Em evento organizado pelo governo da Hungria, na semana passada, a ministra Damares Alves afirmou que "agora o Brasil é uma nação pró-família" e convocu outros governos a se unirem à iniciativa.

A ideia do governo brasileiro é modificar a forma pela qual assuntos como educação sexual e gênero tem sido tratado nos últimos 25 anos na ONU, OMS e outros organismos internacionais, além de "resgatar valores".

Chade informa ainda que "a ofensiva tem sido visto nos bastidores como um lobby para tentar se contrapor à agenda progressista que, nas últimos décadas, ampliou direitos a minorias no direito internacional, inclusive de grupos LGBT. O projeto ainda é interpretado como um ataque contra consensos formados desde a década de 90, fortalecendo os direitos de mulheres e meninas".

"Um primeiro anúncio público do projeto foi feito na semana passada, em Budapeste. A ministra de Direitos Humanos, Damares Alves, aproveitou sua participação em um evento sobre "demografia" organizado por Viktor Orbán, o líder últranacionalista e conservador húngaro, para convocar os governos a formar um grupo de 'amigos da família' ".

"O objetivo de Damares, na ONU, seria 'defender e resgatar os valores que alguns setores tendem muitas vezes a ignorar' ".

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