Governo Bolsonaro teme retorno da esquerda ao poder na Bolívia

Governo Jair Bolsonaro teria explicitado a líderes da direita boliviana o temor de que o retorno ao poder do Movimento ao Socialismo (MAS), partido do ex-presidente Evo Morales, afete a estabilidade política do país. O pleito presidencial da Bolívia será realizado neste domingo (18)

Apoiadores do MAS, partido de Evo Morales, em evento de campanha na cidade de El Alto, em 14 de outubro de 2020
Apoiadores do MAS, partido de Evo Morales, em evento de campanha na cidade de El Alto, em 14 de outubro de 2020 (Foto: David Mercado/Reuters | Isac Nóbrega/PR)
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247 - Cada vez mais isolado no cenário internacional, o governo Jair Bolsonaro agora vem dando sinais de preocupações com as eleições presidenciais da Bolívia. O pleito eleitoral boliviano acontece neste domingo (18). O temor, segundo reportagem do jornal O Globo, está ligado à possiblidade de um eventual retorno ao poder do Movimento ao Socialismo (MAS), partido do ex-presidente Evo Morales. Bolsonaro foi um dos primeiros países a reconhecer a presidência interina de Jeanine Añez, que chegou ao cargo por meio de um golpe. 

A preocupação teria sido explicitada para diversos líderes bolivianos. Para o governo Bolsonaro, uma vitória do MAS ameaça a estabilidade política da Bolívia, além de jogar por terra a tentativa de sua influência e criar uma espécie de aliança da extrema direita no continente. 

As pesquisas eleitorais indicam que o MAS , que tem como candidato o  ex-ministro da Economia do governo Evo Morales (2006-2019), Luis Arce, é o favorito dos eleitores. Alguns levantamentos apontam eu Arce poderá ganhar a eleição já no primeiro turno. Os outros principais candidatos são o ex-presidente Carlos Mesa e Luis Fernando Camacho. 

Caso haja um eventual segundo turno, o Brasil aposta em uma aliança da direita boliviana para evitar o retorno do MAS ao poder. 

 

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