Governo britânico quer negociar novo acordo do "brexit" com União Europeia

O governo britânico disse nesta nesta terça-feira (6) que o gabinete de Boris Johnson está disposto a negociar um acordo do brexit e negou que esteja forçando uma situação eu que o Reino Unido se retirasse da União Europeia (UE) sem acordo, como especularam alguns líderes europeus

Boris Johnson
Boris Johnson

EFE - O governo britânico negou nesta terça-feira (6) que o gabinete de Boris Johnson não esteja disposto a negociar um acordo do brexit e que deseja que as conversas não tenham sucesso para provocar uma saída da União Europeia (UE) sem acordo, como especularam alguns líderes europeus.

Um porta-voz do Executivo ressaltou que o primeiro-ministro, Boris Johnson, quer "se reunir" com os dirigentes do bloco comunitário para "negociar um novo acordo".

No entanto, Johnson reiterou que o Reino Unido sairá do bloco comunitário em 31 de outubro, com ou sem consenso.

"Participeremos totalmente nas negociações com as nossas melhores energias e esperamos que a UE recapacite sua atual rejeição a fazer qualquer mudança no acordo de saída", acrescentou o porta-voz do governo Johnson. 

O tratado para deixar a UE proposto pela ex-primeira-ministra, Theresa May, e pactuado com Bruxelas foi rejeitado em três ocasiões pelo Parlamento, o que lhe custou o cargo e a liderança do Partido Conservador.

Estas declarações foram dadas depois que a UE qualificou de inaceitáveis os pedidos britânicos de eliminar o "backstop", uma cláusula que obrigaria a Irlanda do Norte a se manter integrada nas estruturas comunitárias para evitar o estabelecimento de uma alfândega com a República da Irlanda.

Johnson reiterou em várias ocasiões seu compromisso de não restabelecer uma fronteira física entre as duas Irlandas.

O novo primeiro-ministro rejeitou, além disso, a possibilidade de convocar eleições gerais e negou estar se preparando para isso, como suspeitam alguns veículos de imprensa britânicos, e como reivindica o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbin.

"As pessoas votaram nas eleições de 2015, houve um referendo em 2016 e voltaram a votar nas eleições gerais de 2017. O que as pessoas querem é que consigamos fazer o que pediram: deixar a União Europeia", afirmou o chefe do Executivo do Reino Unido. 

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