Governo de Hong Kong lamenta escalada de violência no Dia Nacional da China

No Dia Nacional da China, quando o governo central comemorou em todo o país o 70º aniversário da fundação da República Popular, manifestantes espalharam a violência em Hong Kong

Violência em Hong Kong
Violência em Hong Kong (Foto: Sputnik)
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Prensa Latina - O governo de Hong Kong lamentou nesta quarta-feira (2) o aumento de atos violentos durante o Dia Nacional da China e denunciou que há evidências de uma mudança na natureza dos protestos iniciados em junho passado. 

Em um comunicado oficial, as autoridades consideraram que os eventos desta terça-feira merecem a mais forte condenação porque colocaram a segurança pública e a ordem sob séria ameaça.  "Os distúrbios em vários distritos de Hong Kong em 1º de outubro foram planejados e organizados, o que levou Hong Kong a um estado de pânico e caos. Isso reflete que a natureza da situação mudou", enfatiza o texto.  

A nota oficial acrescenta que, como resultado, houve muitos feridos e a polícia foi forçada a responder com armas em alguns casos.  Grupos radicais se concentraram na terça-feira à tarde durante várias horas em diversas partes da cidade e, como nos últimos três meses, ergueram barricadas, interromperam o tráfego, queimaram bandeiras chinesas e danificaram propriedades públicas com bombas caseiras, desafiando a  proibição policial.  

Eles também jogaram líquidos corrosivos que causaram ferimentos a vários policiais e jornalistas.  Depois que os manifestantes violentos ignoraram vários avisos, a polícia adotou medidas anti-motim, como o lançamento de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes, impedir incidentes violentos e confrontos com os comandos mais violentos.  

Desde a segunda-feira, a polícia local alertou que tem capacidade e prontidão para lidar com planos de ataque terrorista, como os chamados que estão sendo feitos pela internet para matar policiais e se disfarçar de policiais e matar outras pessoas.   

Além disso, foi realizada uma operação que permitiu a descoberta de produtos químicos, facas, fogos de artifício, bengalas, fósforos, fundas e um grande número de equipamentos de proteção.  Apesar do apelo por um comportamento pacífico, racional e civilizado, na chamada Pérola do Oriente desde junho passado, as manifestações continuam sempre levando a tumultos e mantendo sob tensão a vida socioeconômica e a prosperidade de um dos centros financeiros e comerciais mais dinâmicos do mundo.

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