Governo Trump age para tornar secreto relatório de torturas da CIA

Documento produzido pelo Congresso dos EUA em 2014 mostra torturas contra detidos pela CIA; governo Trump trabalha para evitar que as informações do relatório venham a público

A man crosses the Central Intelligence Agency (CIA) logo in the lobby of CIA Headquarters in Langley, Virginia, on August 14, 2008. AFP PHOTO/SAUL LOEB (Photo credit should read SAUL LOEB/AFP/Getty Images)
A man crosses the Central Intelligence Agency (CIA) logo in the lobby of CIA Headquarters in Langley, Virginia, on August 14, 2008. AFP PHOTO/SAUL LOEB (Photo credit should read SAUL LOEB/AFP/Getty Images) (Foto: Charles Nisz)

247 - O governo Trump começou a devolver para o Congresso dos EUA um relatório de 2014 sobre um programa de detenção e interrogatório sob tortura da CIA, segundo informações obtidas pelo jornal "The New York Times" e pela agência de notícias Reuters junto a fontes do governo norte-americano.

Trump trabalha para dificultar o acesso público ao documento de 6.700 páginas. Documentos em posse do Congresso estão fora dos alcance das leis de acesso à informação americanas. É uma resposta de Trump aos parlamentares republicanos - o partido de Trump considera o relatório "excessivamente crítico à CIA".

Um resumo do relatório, publicado no fim de 2014, descreve as técnicas utilizadas para obter informações sobre a Al Qaeda nos anos seguintes ao atentado do 11 de setembro. O documento conclui que os interrogatórios foram mais brutais e menos efetivos do que a CIA alegou ao Congresso, à ocasião.

Entre as violências utilizadas estão espancamentos, simulações de afogamento, privação do sono por mais de uma semana e até alimentação retal. Dos 1119 suspeitos detidos pela CIA, 39 foram torturados.

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