Greenwald: detenção foi ataque à liberdade de imprensa

Jornalista  britânico do "Guardian", pivô das denúncias de espionagem do governo dos EUA, disse que polícia britânica só questionou o namorado brasileiro detido em aeroporto sobre suas reportagens. Autoridades teriam cobrado "senhas" envolvendo o material coletado no caso Snowden 

Jornalista  britânico do "Guardian", pivô das denúncias de espionagem do governo dos EUA, disse que polícia britânica só questionou o namorado brasileiro detido em aeroporto sobre suas reportagens. Autoridades teriam cobrado "senhas" envolvendo o material coletado no caso Snowden 
Jornalista  britânico do "Guardian", pivô das denúncias de espionagem do governo dos EUA, disse que polícia britânica só questionou o namorado brasileiro detido em aeroporto sobre suas reportagens. Autoridades teriam cobrado "senhas" envolvendo o material coletado no caso Snowden  (Foto: Roberta Namour)
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247 – Cresce a polêmica em torno da detenção do brasileiro David Miranda, ontem no aeroporto de Heathrow, em Londres, com base na lei britânica de combate ao terrorismo.

Ele é namorado do jornalista Glenn Greenwald, responsável pela publicação, no jornal britânico "Guardian", das denúncias sobre o programa de espionagem do governo dos EUA, vazadas por Snowden.

Um advogado enviado pelo "Guardian" teve acesso aos últimos 15 minutos de seu depoimento. "Eles não perguntaram nada a ele sobre terrorismo, só sobre jornalismo: o que eu estou fazendo, o que eu não estou fazendo", disse Greenwald à Folha. Ele diz que está claro que a detenção foi uma ação para intimidá-lo e um "ataque à liberdade de imprensa".

Oficiais perguntaram até se Miranda tinha acesso a "senhas" envolvendo o material das reportagens de Greenwald.

"Mas agora eu vou fazer muitas reportagens, e ser muito mais agressivo do que antes: vai ter o efeito oposto ao que eles quiseram."

O brasileiro voltava de Berlim, onde passou uma semana em companhia da documentarista americana Laura Poitras, que trabalha com Greenwald na análise dos documentos vazados por Snowden.

O Itamaraty e a ONG Anistia Internacional condenaram a detenção e julgaram ato ilegal.

 

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