Huck traz para sua campanha operador de fake news de Macri

Luciano Huck quer Marcos Peña na sua campanha. Ele foi o propagandista de Mauricio Macri nas eleições de 2015, numa campanha marcada por uma intensa difamação contra a então presidente Cristina Kirchner e seus aliados. Os dois reuniram-se no Rio discretamente há duas semanas

Mauricio Macri, Marcos Peña e Luciano Huck
Mauricio Macri, Marcos Peña e Luciano Huck (Foto: Reuters)
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247 - O apresentador Luciano Huck, que busca um partido para se lançar candidato a presidente em 2022 e prepara sua campanha eleitoral, quer trazer para sua equipe Marcos Peña, o operador de fake news da campanha eleitoral do ex-presidente da Argentina Mauricio Macri, em 2015.

Penã esteve no Brasil há duas semanas e encontrou-se com Huck no Rio, segundo a jornalista Thaís Oyama, no UOL. Em seguida, viajou para São Paulo para se reunir com dois funcionários do apresentador especializados em redes sociais.

Marcos Penã foi o grande operador das fake news macristas, numa campanha foi marcada por uma intensa difamação contra a então presidente Cristina Kirchner (peronismo), que lançou Daniel Scioli como candidato.

A difamação foi especialmente agressiva contra o candidato ao governo de Buenos Aires Aníbal Fernández, acusado de ser narcotraficante - e coisas do tipo. Aníbal era braço direito de Cristina Kirchner. Todas as acusações provaram-se falsas pouco depois da eleição.

Em 2015, Macri foi eleito com apenas 1,5% de vantagem e graças às fake news propagadas contra o kirchnerismo-peronismo. A campanha contra Fernández foi fundamental pois, matematicamente, ele venceu a eleição por causa da província de Buenos Aires, conforme mostrou o jornalista Rogério Tomaz Jr. nas redes sociais.

O bilionário apresentador da Globo está aparecendo como um candidato do chamado “centro-democrático”, apesar de ter sido um apoiador de Jair Bolsonaro contra Fernando Haddad, do PT, em 2018. A notícia informando que ele busca um operador de fake news para a sua campanha, neste sentido, é bastante esclarecedora, pois indica uma inclinação para realizar o mesmo tipo de difamação dos bolsonaristas em 2022.

Huck está flertando com cerca de seis partidos para se lançar à presidência: DEM, Cidadania, PSB, PSDB, Podemos e PSD. Antes da legenda ser atingida por uma crise envolvendo Rodrigo Maia (ex-presidente da Câmara dos Deputados) e ACM Neto (ex-prefeito de Salvador), Huck estava mais próximo do DEM. 

Agora, está mais próximo do PSB, diante da aproximação com o prefeito de Recife, João Campos - que para se eleger, em 2020, realizou uma campanha difamatória e bolsonarista contra Marília Arraes (PT) - e sua namorada, Tábata Amaral (PDT). Ambos são do RenovaBR, grupo financiado por Huck.

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