Irã, 40 anos de resistência e desenvolvimento

Durante os últimos 40 anos, desde a revolução vitoriosa em 11 de fevereiro de 1979, a República Islâmica do Irã tem resistido a todos os tipos de pressão por parte dos Estados Unidos; nessas quatro décadas, os iranianos fizeram progressos significativos, como garantia de que o seu projeto mira o presente e o futuro, a partir do desenvolvimento econômico, científico e nuclear para fins pacíficos, entre outras realizações

Irã, 40 anos de resistência e desenvolvimento
Irã, 40 anos de resistência e desenvolvimento (Foto: FARS NEWS)

247, com Granma - Durante os últimos 40 anos, desde a revolução vitoriosa em 11 de fevereiro de 1979, a República Islâmica do Irã tem resistido a todos os tipos de pressão por parte dos Estados Unidos. Nessas quatro décadas os iranianos fizeram progressos significativos, como garantia de que o seu projeto mira o presente e o futuro, a partir do desenvolvimento econômico, científico e nuclear para fins pacíficos, entre outras realizações.

Em 11 de fevereiro de 1979, o fundador da República Islâmica, Imam Khomeini, que havia retornado ao país persa após 15 anos de exílio no Iraque, Turquia e França, tornou-se o líder de sua nação até sua morte em 1989.

De acordo com o aiatolá Ahmad Yanatí, atual presidente da Assembleia de Peritos, "Khomeini conseguiu recuperar a dignidade do Islã e ensinou o povo a lutar contra a humilhação do Ocidente."

A história recorda que, em 1951, o Irã conseguiu estabelecer o primeiro governo democraticamente eleito e, seu líder que ocupou o cargo de primeiro-ministro, era Mohamad Mosadeg, que nacionalizou a indústria do petróleo.

Dois anos depois, em 1953, os serviços de inteligência os EUA e do Reino Unido, lideraram um golpe e puseram fim ao o governo democrático e instalou no poder a monarquia do Xá Mohamad Reza Pahlavi.

Hoje, o mesmo inimigo de então, os governos dos EUA e de seu aliado Israel são uma ponta de lança a ameaçar o país e promover sanções econômicas.

Uma ação sem precedentes da atual administração dos EUA de Donald Trump, foi a ruptura unilateral com o Acordo Nuclear assinado pelo Irã com cinco outras potências em 2015, considerada uma das maiores realizações nas relações internacionais nas últimas décadas.

O conselheiro de segurança nacional dos EUA, John Bolton, disse no ano passado que o Irã iria comemorar o 40º aniversário de sua revolução sob a ameaça externa de reverter o processo revolucionário em seu país.

A República Islâmica do Irã, cujo projeto em todos os níveis parte de uma visão de desenvolvimento autônomo em diferentes setores, incluindo o militar, exibiu nestes dias de festa, um míssil de longo alcance, com um raio de 1.350 km.

O Ministério da Defesa iraniano apresentou o novo míssil de cruzeiro Hoveize, fabricado localmente e testado com sucesso, de acordo com a agência de notícias ISNA. As autoridades afirmam que seus mísseis são apenas defensivos e dissuasivos.

De acordo com HispanTV, com a vitória da Revolução Islâmica, o Irã projetou seus principais objetivos, tais como a independência econômica, a autossuficiência, a geração de empregos e a elevação da qualidade de vida dos seus cidadãos.

Entre suas realizações está a redução significativa da pobreza no país. Em 1977, de acordo com o Banco Mundial, 46% dos iranianos viviam abaixo da linha da pobreza. Este número diminuiu para 8% em 2015, de acordo com um relatório do Fórum Econômico Mundial.

Embora o Irã seja classificado como país em desenvolvimento, obteve grandes avanços no setor aeroespacial, tornando-se um dos pioneiros nesse setor. Em 2009, lançou o primeiro satélite de fabricação própria, chamado Omid, com o qual entrou no pequeno clube dos nove países que têm essa capacidade.

Suas conquistas científicas também se destacam na biotecnologia. Nos últimos anos, engenheiros em genética iniciaram importantes pesquisas, o que resultou na produção e exportação de dezenas de biomedicamentos.

O Irã está entre os dez principais países do mundo no campo da pesquisa e tecnologia de células-tronco. Ele registrou grandes sucessos na clonagem de animais. Da mesma forma, o país se destacou no transplante de medula óssea, ocupando a segunda posição no planeta, depois da Itália, informou Hispantv.

O país persa, sem dúvida, fez uma grande resistência, primeiro para derrotar os seus inimigos e, em seguida, para desenvolver as pessoas e tornar a nação autonomamente sustentável.

Um exemplo destes dias é a decisão do Irã e da Rússia para usar as suas moedas nacionais no comércio mútuo, o que significa abolir o uso do dólar americano.

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