Irã afirma estar pronto para reduzir compromissos nucleares

O ministro das Relações Exteriores iraniano disse que seu país poderia retornar ao acordo nuclear se a Europa tomar medidas apropriadas

Chanceler do Irã, Mohammad Javad Zarif
Chanceler do Irã, Mohammad Javad Zarif (Foto: REUTERS/Carlo Allegri)
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Telesur - O ministro das Relações Exteriores iraniano disse que seu país poderia retornar ao acordo nuclear se a Europa tomar medidas apropriadas. 

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, anunciou no domingo (1º/9), que na próxima quinta-feira seu país reduzirá os compromissos do acordo nuclear pela terceira vez se a Europa não agir.  "Se os europeus não tomarem as medidas necessárias até a próxima quinta-feira, anunciaremos, segundo o calendário, o terceiro passo", disse o ministro das Relações Exteriores do Irã.  

Javad Zarif disse que as negociações com os parceiros europeus ainda estão em andamento e Teerã está na "última etapa" das decisões sobre essa nova redução.   "A possibilidade de o Irã retornar completamente ao acordo nuclear permanece se a Europa tomar medidas apropriadas", afirmou Zarif.  Em 8 de maio, o presidente do Irã, Hasán Rohaní, anunciou que seu país deixaria de cumprir dois pontos do Plano de Ação Conjunta Abrangente (Jcpoa): não venderia por um período de 60 dias urânio enriquecido ou água pesada.  

O presidente também alertou que dois meses depois, Teerã continuaria a reduzir o cumprimento do acordo nuclear se os membros restantes não cumprissem seus compromissos durante esse período.  

Posteriormente, em 7 de julho, as autoridades iranianas declararam que Teerã começaria a enriquecer urânio acima de 3,6%, o nível estabelecido pelo acordo nuclear. Além disso, asseguraram que a redução de seus compromissos no pacto de 2015 continuaria a cada 60 dias.  

Em maio de 2018, Trump acusou o Irã de violar os termos do acordo nuclear devido ao suposto enriquecimento de urânio por Teerã e de procurar ativamente apreender armas nucleares.  

O Reino Unido, China, França, Rússia e Alemanha, bem como o Irã, condenaram a decisão de Washington e permaneceram fiéis ao pacto nuclear de 2015, embora Teerã acredite que os países europeus que assinaram o pacto não fizeram o suficiente para salvá-lo.

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