Irã diz que novas sanções dos EUA não terão resultado

As novas sanções econômicas que Washington se prepara para anunciar nesta segunda-feira (24) contra o Irã "não terão resultado", assegurou o porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Abbas Mussavi

Presidente iraniano, Hassan Rouhani 15/02/2018 REUTERS/Danish Siddiqui
Presidente iraniano, Hassan Rouhani 15/02/2018 REUTERS/Danish Siddiqui (Foto: DANISH SIDDIQUI)

AFP - As novas sanções econômicas que Washington se prepara para anunciar nesta segunda-feira (24) contra o Irã "não terão resultado", assegurou o porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Abbas Mussavi.

"Existem realmente sanções que os Estados Unidos não impuseram ao nosso país e à nossa nação recentemente ou nos últimos 40 anos?", questionou Mussavi durante uma coletiva de imprensa em Teerã.  "Nós realmente não sabemos quais são (essas novas sanções), nem onde eles querem atingir, mas estimamos que não terão resultados", disse Mussavi.  Washington deve anunciar nesta segunda "grandes sanções adicionais contra o Irã", segundo informou no sábado o presidente americano Donald Trump.

A Rússia considerou nesta segunda que "essas sanções são ilegais", sem que o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, tenha feito outros comentários a respeito.  As tensões não param de crescer entre Teerã e Washington, especialmente após a destruição na quinta-feira de um drone americano pelo Irã. 

Para o porta-voz iraniano, a promessa de novas sanções "faz parte da propaganda americana".  "Levamos, no entanto, muito a sério qualquer (nova) sanção, que consideramos um ato hostil consistente com o terrorismo econômico e a guerra econômica contra nossa nação", disse Mussavi.  "As declarações dos Estados Unidos de que estão prontos para negociar incondicionalmente são inaceitáveis sob ameaças e sanções", considerou por sua vez Hessamodin Achna, assessor do presidente iraniano Hassan Rohani.

As primeiras sanções americanas contra o Irã datam de 1979, em resposta à tomada de reféns na embaixada dos Estados Unidos em Teerã, dez meses após a vitória da Revolução Islâmica.  Opinando que Teerã tenta adquirir secretamente armas atômicas, Trump decidiu, em maio de 2018, sair do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano concluído em 2015 e visto pelos europeus, russos e chineses - ainda partes do acordo - como a melhor maneira de garantir que o Irã não se dote da bomba atômica.  

Como resultado, os Estados Unidos restabeleceram, desde agosto de 2018, uma série de sanções econômicas punitivas contra Teerã como parte de uma campanha de "pressão máxima". Trump chegou a prometer a Teerã as sanções mais "duras" da história.

Ao vivo na TV 247 Youtube 247