Israel matou 2,3 mil palestinos em 2014, maior número desde 1967

Israel matou mais civis palestinos em 2014 do que em qualquer outro ano desde que a ocupação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza começou em 1967, revelou um relatório da ONU nesta sexta (27); o documento atesta que a atuação israelense na Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental resultou na morte de 2.314 palestinos e 17.125 feridos no ano passado; dados contrastam com as 39 mortes e 3.964 feridos palestinos que a agência contabilizou em 2013

Israel matou mais civis palestinos em 2014 do que em qualquer outro ano desde que a ocupação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza começou em 1967, revelou um relatório da ONU nesta sexta (27); o documento atesta que a atuação israelense na Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental resultou na morte de 2.314 palestinos e 17.125 feridos no ano passado; dados contrastam com as 39 mortes e 3.964 feridos palestinos que a agência contabilizou em 2013
Israel matou mais civis palestinos em 2014 do que em qualquer outro ano desde que a ocupação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza começou em 1967, revelou um relatório da ONU nesta sexta (27); o documento atesta que a atuação israelense na Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental resultou na morte de 2.314 palestinos e 17.125 feridos no ano passado; dados contrastam com as 39 mortes e 3.964 feridos palestinos que a agência contabilizou em 2013 (Foto: Valter Lima)

Opera Mundi - Israel matou mais civis palestinos em 2014 do que em qualquer outro ano desde que a ocupação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza começou em 1967, revelou um relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta sexta-feira (27/03).

Intitulado "Vidas Fragmentadas", o documento atesta que a atuação israelense na Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental resultou na morte de 2.314 palestinos e 17.125 feridos no ano passado, aponta o Ocha (Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários).

Os dados contrastam com as 39 mortes e 3.964 feridos palestinos que a agência contabilizou em 2013. Para as Nações Unidas, a operação “Margem Protetora” - que aconteceu entre julho e agosto passado em Gaza - foi a grande responsável pelo aumento dramático de fatalidades.

Durante 50 dias, a ofensiva tirou a vida de 2.220 habitantes do enclave palestinos, dos quais 1.492 eram civis, 605 eram militantes do grupo islamita Hamas e outros 123 não foram identificados. Do lado israelense, morreram 71 pessoas - militares, em sua maioria. No auge do conflito, mais de 11 mil pessoas ficaram feridas e cerca de 500 mil foram deslocadas internamente.

Para além de Gaza, houve também um aumento acentuado em mortes na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, onde 58 palestinos foram mortos e 6.028, feridos - o maior número de mortes em incidentes envolvendo as forças de Israel desde 2007 e o maior número de lesões desde 2005.

A maioria dos incidentes ocorreu na segunda metade do ano, após o sequestro e assassinato de Mohammed Abu Jedei, o que levou a tumultos e protestos diários em Jerusalém Oriental. O palestino de 16 anos de idade foi sequestrado e queimado vivo em julho, após o rapto e assassinato de três adolescentes israelenses no mês anterior.

O relatório ainda nota um aumento considerável no uso das forças armadas israelenses de munição letal, que respondeu por quase todas as mortes e 18% das lesões. A respeito de prisões, o número de palestinos mantidos em detenções administrativas israelenses subiu 24% em 2014, mas diminuiu em se tratando de crianças.

Incidentes de violência de colonos contra palestinos aumentaram. Por outro lado, ataques palestinos contra civis e forças de segurança israelenses também se elevaram em 2014, resultando na morte de 12 pessoas.

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