Israel planeja mais 1,4 mil casas na Cisjordânia

Palestinos afirmam que qualquer expansão dos assentamentos israelenses em terras que são reivindicadas por eles para a formação de um Estado afetaria as negociações de paz mediadas pelos EUA, que foram retomadas em julho após três anos e meio interrompidas

Palestinos afirmam que qualquer expansão dos assentamentos israelenses em terras que são reivindicadas por eles para a formação de um Estado afetaria as negociações de paz mediadas pelos EUA, que foram retomadas em julho após três anos e meio interrompidas
Palestinos afirmam que qualquer expansão dos assentamentos israelenses em terras que são reivindicadas por eles para a formação de um Estado afetaria as negociações de paz mediadas pelos EUA, que foram retomadas em julho após três anos e meio interrompidas (Foto: Roberta Namour)

JERUSALÉM, 27 Dez (Reuters) - Israel planeja construir mais 1.400 casas em assentamentos na Cisjordânia ocupada, e vai anunciar os projetos na próxima semana, após a libertação de um grupo de presos palestinos, disse nesta sexta-feira uma autoridade do governo israelense.

Os palestinos afirmam que qualquer expansão dos assentamentos israelenses em terras que são reivindicadas por eles para a formação de um Estado afetaria as negociações de paz mediadas pelos EUA, que foram retomadas em julho após três anos e meio interrompidas.

Israel deve libertar na semana que vem cerca de 20 prisioneiros palestinos, o terceiro grupo a ser solto desde o reinício das negociações.

Segundo a autoridade do governo, logo depois será anunciada a construção de 600 casas em Ramat Shlomo, um assentamento principalmente de judeus ultraortodoxos localizado em uma área da Cisjordânia que Israel anexou a Jerusalém, uma medida que não tem o reconhecimento internacional.

Outras 800 residência serão construídas em diversos outros assentamentos na Cisjordânia, que Israel também pretende manter em um eventual acordo de paz com os palestinos, disse a autoridade, que falou sob condição de anonimato.

Os palestinos veem os assentamentos como um obstáculo para obter um Estado ocupando a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, territórios que Israel tomou na guerra de 1967.

(Por Maayan Lubell)

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