Israel retira medidas de segurança da Esplanada das Mesquitas

Israel retirou todas as medidas de segurança das imediações da Esplanada das Mesquitas, causa da violência nas últimas duas semanas; cercas de metal e estruturas para câmaras foram desmontadas, assim como os detectores de metal acabaram sendo retirados. As peças faziam parte da lista de exigências feitas à polícia israelense pelas autoridades muçulmanas que administram o local;  medidas, consideradas pelos muçulmanos como uma violação do status quo do seu terceiro lugar mais sagrado provocaram protestos e confrontos

Palestinos rezam na entrada da Cidade Velha de Jerusalém, em protesto contra a instalação de medidas de segurança no complexo da mesquita al-Aqsa 20/07/2017 REUTERS/Ronen Zvulun
Palestinos rezam na entrada da Cidade Velha de Jerusalém, em protesto contra a instalação de medidas de segurança no complexo da mesquita al-Aqsa 20/07/2017 REUTERS/Ronen Zvulun (Foto: Paulo Emílio)

Agência Brasil - Israel retirou hoje (27) todas as medidas de segurança das imediações da Esplanada das Mesquitas, causa da violência nas últimas duas semanas. Os palestinos que estão nas cercanias celebraram com sinais de alegria, informou rádio israelense Kan.

As cercas de metal e estruturas para câmaras foram desmontadas, assim como os detectores de metal acabaram sendo retirados. As peças faziam parte da lista de exigências feitas à polícia israelense pelas autoridades muçulmanas que administram o local, disse o jornal The Times of Israel.

O Grande Mufti de Jerusalém, Mohamed Ahmed Hussein, disse que voltará a rezar dentro de Aqsa, somente depois que a custódia da Jordânia do local confirme a retirada das medidas de segurança israelenses.

Em resposta ao ataque do último dia 14, onde três árabes israelenses saíram do complexo de Aqsa armados e mataram dois policiais drusos israelenses em uma das entradas para a Cidade Velha de Jerusalém Oriental, Israel instalou medidas de segurança nos acessos à esplanada.

Essas medidas, consideradas pelos muçulmanos como uma violação do status quo do seu terceiro lugar mais sagrado (após Meca e Medina), provocaram protestos e confrontos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, onde morreram quatro adolescentes palestinos. Além disso, um palestino matou três membros de uma família de colonizadores, na Cisjordânia.

O disputado recinto, chamado pelos muçulmanos de Haram esh-Sharif e pelo judeu Monte do Templo, é o local mais sagrado do judaísmo. No entanto, os judeus não podem rezar em seu interior, mas no Muro das Lamentações.

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