Itamaraty encerra frente de proteção ambiental em cruzada contra “ambientalismo ideológico”

O Itamaraty desmobilizou a frente diplomática brasileira que usava a preservação ambiental como trunfo para atrair recursos internacionais. Na visão do chanceler olavista, Ernesto Araújo, existe uma “pasta de ambientalismo ideológico” a ser combatido

Ernesto Araújo
Ernesto Araújo (Foto: Marcos Correa/PR)
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247 - Em meio ao intenso cenário de queimadas e destruição de matas por grupos de garimpeiros, o governo de Jair Bolsonaro segue ignorando medidas ambientais. Segundo reportagem do jornal Estado de S.Paulo, o Itamaraty desmobilizou a frente diplomática brasileira que usava a preservação ambiental como trunfo para atrair recursos e influenciar decisões em fóruns econômicos internacionais.

A reportagem indica que o governo executou diversas  mudanças na pasta para negligenciar o tema. Logo ao assumir o cargo, o chanceler Ernesto Araújo promoveu o que chamou de “agenda de luta contra o ambientalismo ideológico”. Reduziu a equipe dedicada a temas ambientais e rebaixou a chefia do setor na estrutura do ministério. A antiga Subsecretaria Geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia foi extinta. O órgão tinha um Departamento de Sustentabilidade Ambiental e quatro divisões dedicadas a Mudança do Clima, Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Mar, Antártida e Espaço. Ao todo, eram 10 diplomatas em cargos de confiança. 

No lugar, Araújo criou o Departamento de Meio Ambiente, sem o mesmo poder. Agora são seis diplomatas em funções comissionadas.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, também promoveu mudanças no Itamaraty , trocando em março um nome com experiência diplomática em organismos das Nações Unidas, Roberto Castelo Branco, pelo ruralista Eduardo Lunardelli Novaes. 

Além das mudanças no Itamaraty, vale lembrar que Jair Bolsonaro promoveu um constrangimento internacional ao desistir de sediar a Conferência do Clima (COP) 25, no ano passado.
 

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