Itamaraty vê “deslealdade” de diplomata que trouxe Molina

Sindicância contra Eduardo Saboia, que trouxe o senador boliviano Roger Pinto Molina ao Brasil, desencadeando uma crise diplomática, se arrasta há nove meses; ele é acusado de ter sido "desleal à instituição" e de ter "infringido os princípios de hierarquia e disciplina"

BRASÍLIA, DF, 11.09.2013:  ROGER PINTO MOLINA/DEPOIMENTO -   O ex-encarregado de Negócios do Brasil na Bolívia, Eduardo Saboia cumprimenta o senador boliviano Roger Pinto Molina, na  4ª. Vara Federal, nesta quarta-feira (11), em Brasília. O senador bolivi
BRASÍLIA, DF, 11.09.2013: ROGER PINTO MOLINA/DEPOIMENTO - O ex-encarregado de Negócios do Brasil na Bolívia, Eduardo Saboia cumprimenta o senador boliviano Roger Pinto Molina, na 4ª. Vara Federal, nesta quarta-feira (11), em Brasília. O senador bolivi (Foto: Gisele Federicce)

247 – O Itamaraty acusa o diplomata Eduardo Saboia, que trouxe o senador boliviano Roger Pinto Molina ao Brasil, desencadeando uma crise diplomática entre Brasil e Bolívia, de ter sido "desleal à instituição" e de ter "infringido os princípios de hierarquia e disciplina". Sua sindicância sobre o caso já se arrasta há nove meses no Ministério das Relações Exteriores.

Em agosto do ano passado, Saboia transportou o parlamentar Boliviano, que diz ser perseguido politicamente, para o Brasil, por Mato Grosso do Sul, sem autorização. Molina estava asilado na embaixada brasileira em La Paz há 453 dias. O episódio causou a demissão do então ministro das Relações Exteriores Antonio Patriota e uma crise com o governo do presidente Evo Morales.

Na avaliação da comissão da sindicância, não havia emergência médica no caso e, por isso, Saboia não precisava ter transportado o senador nessas condições. À época, Saboia alegou que havia risco de suicídio por parte de Molina, que estava cada vez mais deprimido na embaixada, em uma sala de 20 m², com visitas restritas.

Reportagem da Folha de S. Paulo deste domingo afirma, com base em telegramas diplomáticos e depoimentos secretos da sindicância de Saboia que o governo brasileiro questionou o senador boliviano se ele estaria disposto a "abrir mão do asilo enviando uma carta à presidente Dilma Rousseff". O senador não concordou com o plano.

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