Iván Duque assume Presidência da Colômbia

O advogado Iván Duque assumiu nesta terça-feira (7) como presidente da Colômbia com a promessa de unir um país dividido pelo acordo de paz com a ex-guerrilha das Farc

Iván Duque assume Presidência da Colômbia
Iván Duque assume Presidência da Colômbia

247, com Reuters - O advogado Iván Duque assumiu nesta terça-feira (7) como presidente da Colômbia com a promessa de unir um país dividido pelo acordo de paz com a ex-guerrilha das Farc.

O político de direita, que substituiu o ganhador do prêmio Nobel Juan Manuel Santos, enfrenta os desafios de ajustar o acordo com as Farc, combater o narcotráfico, a violência, a corrupção e reduzir as desigualdades sociais, melhorando a cobertura de educação e saúde.

"Quero governar a Colômbia com valores e princípios inabaláveis, superando as divisões de esquerda e direita (...) quero governar a Colômbia com o espírito de construir, nunca de destruir", disse Duque após tomar posse e receber a faixa presidencial.

A Colômbia enfrenta os desafios de uma economia que segue fraca, de uma nova onda de grupos criminosos que se dedicam ao narcotráfico e à mineração ilegal ocupando territórios desalojados pelas Farc e de abrigar mais de 870 mil imigrantes venezuelanos que chegaram ao país em busca de comida e trabalho.

Duque, ex-senador do partido Centro Democrático, quer fazer ajustes em um acordo de paz com as desmobilizadas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e obrigar que os antigos comandantes rebeldes respondam à justiça antes de ocupar cargos políticos.

"Vamos implantar correções para assegurar às vítimas verdade, justiça proporcional, reparação e não repetição. Também iremos corrigir falhas estruturais que se mostraram evidentes na implementação", disse Duque perante 10 presidentes latino-americanos convidados em um ato na Praça Bolívar, em Bogotá, em meio a fortes medidas de segurança.

Duque, de 42 anos, tem apoio do ex-presidente Álvaro Uribe, um duro crítico do acordo de paz.

Uribe, que enfrenta acusações de manipular testemunhas em um processo na Corte Suprema de Justiça por supostos vínculos com esquadrões paramilitares da extrema-direita, é visto por alguns como o poder por trás de Duque, que consideram como um político inexperiente.

Mas Duque, que trabalhou no Banco Interamericano de Desenvolvimento em Washington antes que Uribe lhe pedisse para voltar à Colômbia em 2014 para se candidatar ao Senado, mostrou independência na formação de sua equipe de ministros e moderou seu discurso sobre o acordo de paz.

O presidente reiterou que irá buscar "soluções e não agressões".

O acordo de paz assinado em 2016 colocou fim à participação das Farc em mais de cinco décadas em um violento conflito que deixou mais de 260 mil mortos, enquanto mais de 12 mil integrantes da ex-guerrilha, incluindo cerca de 6 mil combatentes, entregaram suas armas à Organização das Nações Unidas e formaram um partido político.

A conservadora sociedade colombiana está dividida entre os que respaldam que os antigos líderes das Farc participem da política, com as 10 cadeiras no Congresso entregues pelo acordo de paz, e os que se opõem e exigem que paguem primeiro com privação de liberdade por considerarem crimes o fato de terem feito a luta armada.

Casado e pai de três filhos, o presidente prometeu impulsionar empresas através de reduções de impostos e um apoio às indústrias de extração de petróleo e carvão, os principais produtos geradores de recursos por exportações.

A economia com Produto Interno Bruto de 315 bilhões de dólares irá crescer 2,7 por cento neste ano, segundo o governo de saída.

Alguns expressaram preocupação de que os cortes propostos de impostos podem piorar a situação fiscal. Duque terá que impulsionar mudanças impopulares, incluindo uma reforma previdenciária que permita que o país preserve o grau de investimento.

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