Jovem da Bahia é a primeira brasileira a ganhar prêmio global da ONU sobre meio ambiente

Em tempos de cortes no orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e de vexame internacional por parte do Brasil na área do meio ambiente, Anna Luisa Beserra, 21, bolsista do CNPq, acaba de se tornar a primeira brasileira a vencer o prêmio Jovens Campeões da Terra, principal premiação ambiental das Nações Unidas para jovens

Jovem cientista Anna Luisa Beserra, premiada na ONU.
Jovem cientista Anna Luisa Beserra, premiada na ONU.

247 - Um dia após o anúncio de que o Brasil não irá discursar na cúpula do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece nesta segunda-feira (23), em Nova York, uma jovem de Salvador (BA), Anna Luisa Beserra, 21, se tornou a primeira brasileira a vencer o prêmio Jovens Campeões da Terra, principal premiação ambiental das Nações Unidas para jovens entre 18 e 30 anos, informa a Folha de S.Paulo.

A homenagem acontecerá em um baile de gala no dia 26, durante a Assembleia Geral da ONU.

A jovem explica sua invenção: "A gente passa protetor quando vai à praia justamente para nos protegermos contra a radiação ultravioleta. Em humanos, ela causa câncer de pele. Mas, para vírus e bactérias, ela é letal. A gente aproveita a mesma radiação ultravioleta para fazer o tratamento na água, que passa a ser potável", diz.

Beserra começou a desenvolver a tecnologia aos 15 anos, em 2013, quando ganhou uma bolsa para jovens cientistas oferecida pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), um dos principais alvos da tesoura do atual ministro da Educação, Abraham Weintraub, que cortará 87% do orçamento previsto para 2020.

"De lá para cá, ela criou 10 versões distintas até chegar à tecnologia atual, que purifica água não-potável usando a luz solar, sem produtos químicos ou filtros descartáveis. Segundo a ONU, 1,8 bilhão de pessoas bebem água imprópria ao consumo humano no mundo. No Brasil, segundo dados divulgados neste ano pelo Instituto Trata Brasil, cerca de 35 milhões de pessoas não têm acesso a redes de água potável", conta a repórtagem.

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