Judeus não querem que Bolsonaro use seus símbolos

Setores representativos da comunidade judaica têm manifestado desconforto com uma crescente associação entre os símbolos do judaísmo e as alas mais conservadoras dos evangélicos. E rechaçam o uso desses símbolos por Bolsonaro

(Foto: Alan Santos/PR)
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247 - Setores representativos da comunidade judaica  têm manifestado desconforto com uma crescente associação entre os símbolos do judaísmo e as alas mais conservadoras dos evangélicos. E rechaçam o uso desses símbolos por Bolsonaro.

"Hoje a gente vê na política brasileira símbolos judaicos sendo usados por grupos conservadores. É algo que já vinha ocorrendo desde os protestos pelo impeachment da Dilma (Rousseff). Até por conta disso, começam a aparecer alguns comentários antissemitas", disse o sociólogo Rafael Kruchin, coordenador executivo do Instituto Brasil Israel.

Kruchin é um dos organizadores da conferência "Política e religião no Brasil e nas Américas: igrejas evangélicas e suas relações com o judaísmo, sionismo, Israel e as comunidades judaicas", que se realizará na Universidade de Haifa, em Israel, de 13 a 15 de janeiro do ano que vem, informa o UOL.    

Um dos objetivos da conferência é discutir os motivos e efeitos da associação entre símbolos judaicos e "grupos conservadores".

Esses setores da comunidade judaica também se sentem incomodados com o uso de seus símbolos associados a demandas como a transferência da embaixada para Jerusalém, que na verdade são pautas dos evangélicos e não da comunidade judaica. 

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