Julgamento de ex-presidente sudanês, deposto por golpe militar em 2019, é adiado

O julgamento do ex-presidente sudanês Omar al-Bashir e de 27 aliados foi adiado por não ter espaço para os 191 advogados de defesa

Omar al-Bashir, presidente do Sudão entre 1989-2019
Omar al-Bashir, presidente do Sudão entre 1989-2019 (Foto: REUTERS/Mohamed Nureldin Abdallah/Direitos Reservados)
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247 - O julgamento do ex-presidente sudanês Omar al-Bashir e de 27 aliados, devido ao golpe militar de 1989, que derrubou o governo eleito no país, foi adiado, nesta terça-feira, 21, por não ter espaço para os 191 advogados de defesa. A próxima audiência irá ocorrer no dia 11 de agosto e deverá ser realizada em um local maior.

Fora do prédio, manifestantes protestavam a favor Omar al-Bashir, que, após 30 anos no poder, foi deposto por um golpe militar em 2019, no qual muitos denunciam a participação dos Estados Unidos. O governo enfrentava a alguns meses intensas mobilizações e havia imposto um estado de sítio.

Além de al-Bashir, são réus também Ali Osman Taha, mão direita do ex-presidente, e Ali al-Haj, dirigente do Partido Congresso Popular Islamita. Eles podem ser condenados a pena de morte.

Em dezembro do ano passado, Bashir denunciou que o julgamento tem interesses políticos envolvidos pois ocorre 30 anos após o ocorrido. Ele já foi condenado a dois anos de prisão por suposta lavagem de dinheiro, “apoio ao terrorismo” e é considerado foragido pelo Tribunal Penal Internacional, em Haia, que julga crimes contra a humanidade. Omar al-Bashir teria apoiado um genocídio na região de Darfur, onde ocorreu uma guerra civil entre grupos islâmicos e não islâmicos.

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