Julgamento de impeachment de Trump no Senado começa oficialmente

As acusações contra Donald Trump oram lidas nesta quinta. "Em sua conduta no cargo de presidente dos Estados Unidos, e violando seu juramento constitucional [...] Donald Trump abusou dos poderes da presidência", disse o congressista Adam Schiff

Adam Schiff
Adam Schiff (Foto: REUTERS / U.S. Senate TV/Handout)

Sputnik - As acusações contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foram lidas nesta quinta-feira (16) no Senado, iniciando assim o processo de impeachment contra ele na Casa.

"Em sua conduta no cargo de presidente dos Estados Unidos, e violando seu juramento constitucional [...] Donald Trump abusou dos poderes da presidência", disse o congressista Adam Schiff, membro da Câmara dos Representantes, ao iniciar a leitura do primeiro artigo do impeachment, segundo publicado pela agência AFP.

Schiff é um dos oito deputados desginados pela Câmara dos Representantes para atuar como promotores no julgamento do presidente. A câmara baixa enviou o processo de impeachment ontem para o Senado.

Na leitura da acusação, ele disse que Trump está sendo julgado por "crimes e delitos graves". 

"Usando os poderes de seu alto cargo, o presidente Trump solicitou a interferência de um governo externo, a Ucrânia, nas eleições presidenciais americanas de 2020", disse Schiff. 

Ao longo do dia, o presidente da Suprema Corte, John Roberts, prestará juramento para atuar como juiz do caso no Senado. Os senadores também deverão prestar juramento para desempenhar a função de juri. 

Câmara dos Representantes aprovou impeachment em dezembro de 2019

De acordo com a Constituição norte-americana, é necessário dois terços do Senado para condenar e destituir um presidente eleito da Casa Branca - algo que parece improvável no momento, pois os republicanos têm maioria na Casa.

Em 19 de dezembro, a Câmara dos Representantes, onde os democratas são maioria, votou a favor do impeachment de Trump por abuso do poder e obstrução do Congresso.

O presidente é acusado de congelar uma ajuda militar destinada à Ucrânia, com objetivo de pressionar o país a cooperar em uma investigação contra o democrata Joe Biden, possível adversário de Trump nas eleições deste ano.

Segundo o chefe de Estado, o processo é uma "caça às bruxas", que tem objetivo de alterar o resultado das eleições de 2016, quando Trump derrotou Hillary Clinton.

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