Kofi Annan e presidente da Síria chegam a acordo

"Nós debatemos a necessidade de pôr fim à violência e os meios para conseguir [isso]. Chegamos a um acordo sobre uma abordagem que quero dividir com a oposição", declarou o enviado especial da ONU

Kofi Annan e presidente da Síria chegam a acordo
Kofi Annan e presidente da Síria chegam a acordo (Foto: REUTERS/SANA)
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Agência Brasil - O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan, anunciou que conseguiu chegar a um acordo com o presidente sírio, Bashar Al Assad, sobre uma "nova abordagem" para acabar com a violência no país, que será apresentada à oposição.

"Nós debatemos a necessidade de pôr fim à violência e os meios para conseguir [isso]. Chegamos a um acordo sobre uma abordagem que quero dividir com a oposição", destacou Kofi Annan, depois de se reunir com o presidente sírio.

Sem especificar o conteúdo do acordo, o enviado especial disse que teve uma conversa franca e construtiva com Assad. Segundo ele, o governo sírio se comprometeu a pôr fim à violência, ponto que faz parte do plano de paz da ONU.

Kofi Annan se reuniu ainda com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Walid Mouallem, que também garantiu que o governo se compromete com o fim da violência no país.

Depois do fracasso do plano de Annan que estipulava um cessar-fogo, em vigor desde 12 de abril e que foi violado, o Grupo de Ação para a Síria (China, Rússia, Estados Unidos, França, Reino Unido, Turquia, Liga Árabe, ONU e União Europeia) lançou mais uma iniciativa. A proposta, apoiada pelo enviado especial, sugere a formação de um governo de transição que inclua representantes do regime sírio e da oposição.

As autoridades sírias ainda não deram uma resposta oficial à iniciativa, mas representantes do governo fizeram críticas, dizendo que a proposta não inclui a opinião dos cidadãos e esquece a existência de grupos armados.

A Síria passa por uma grave crise política. Os conflitos entre os grupos de oposição ao presidente Assad e as forças de segurança do governo já provocaram a morte de mais de 16 mil pessoas há quase um ano e meio.

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