Latuff: ‘atiradores contribuíram com a islamofobia na Europa’

Cartunista brasileiro Carlos Latuff, que sempre se mostrou crítico ao que chamou de "constantes provocações ao mundo islâmico" do jornal francês Charlie Hebdo, disse não poder "concordar com o fuzilamento de jornalistas e chargistas. Esse tipo de ação só favorece ao discurso anti-islâmico e anti-imigração, cada vez mais forte na Europa"

www.brasil247.com - Cartunista brasileiro Carlos Latuff, que sempre se mostrou crítico ao que chamou de "constantes provocações ao mundo islâmico" do jornal francês Charlie Hebdo, disse não poder "concordar com o fuzilamento de jornalistas e chargistas. Esse tipo de ação só favorece ao discurso anti-islâmico e anti-imigração, cada vez mais forte na Europa"
Cartunista brasileiro Carlos Latuff, que sempre se mostrou crítico ao que chamou de "constantes provocações ao mundo islâmico" do jornal francês Charlie Hebdo, disse não poder "concordar com o fuzilamento de jornalistas e chargistas. Esse tipo de ação só favorece ao discurso anti-islâmico e anti-imigração, cada vez mais forte na Europa" (Foto: Gisele Federicce)


247 – O ataque ao jornal satírico francês Charlie Hebdo, que deixou 12 mortos, tem causado repercussão entre líderes de diversos países e cartunistas do mundo todo, que lamentam a morte de colegas.

O brasileiro Carlos Latuff, famoso pelo envolvimento com o povo muçulmano e especialmente pela causa Palestina, lamentou o ataque a tiros, realizado por homens encapuzados na sede da publicação em Paris nesta manhã.

"Esses atiradores deram uma grande contribuição à islamofobia na França e em toda a Europa ao atacar o escritório do Charlie Hebdo", escreveu o ativista em seu Twitter. Quatro chargistas famosos estão entre os mortos na tragédia: Georges Wolinski, Jean Cabut ("Cabu"), Tignous e Stephane Charbonnier, o "Charb", editor da publicação.

Latuff sempre se posicionou de forma contrária às charges e à linha satírica do jornal francês em relação aos islâmicos. Hoje, ele comentou que, apesar disso, não pode concordar "com o fuzilamento de jornalistas e chargistas".

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"Em que pese que sou contrário as charges de Maomé e as constantes provocações ao mundo islâmico promovidas pelo jornal 'Charlie Hebdo', não posso concordar com o fuzilamento de jornalistas e chargistas. Esse tipo de ação só favorece ao discurso anti-islâmico e anti-imigração, cada vez mais forte na Europa", disse Latuff.

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Segundo ele, "os islamofóbicos estão encantados com o ataque ao Charles Hebdo! Eles têm agora uma oportunidade de ouro para atacar os muçulmanos por muito tempo!"

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