Lava Jato favorece candidatos antiestablishment na América Latina

Para o presidente da consultoria Eurasia, Ian Bremmer, a operação Lava-Jato está tendo efeitos em vários países da América Latina e tende a favorecer candidatos contrários ao establishment político em alguns países afetados, como o Brasil; segundo ele, a ampliação das investigações para países da região está atingindo partidos do governo e terá efeitos sobre as eleições de 2018 no Brasil, no México e na Colômbia

Sede Odebrecht
Sede Odebrecht (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - Para o presidente da consultoria Eurasia, Ian Bremmer, a operação Lava-Jato está tendo efeitos em vários países da América Latina e tende a favorecer candidatos contrários ao establishment político em alguns países afetados, como o Brasil. Segundo ele, a ampliação das investigações para países da região está atingindo partidos do governo e terá efeitos sobre as eleições de 2018 no Brasil, no México e na Colômbia.

As informações são de reportagem do Valor.

"Bremmer comparou o efeito político da Lava-Jato ao que está ocorrendo na Europa e nos Estados Unidos, onde candidatos contrários ao establishment estão ganhando força entre o eleitorado e vencendo disputas eleitorais. 'O impacto a longo prazo é semelhante ao que está acontecendo na Europa e nos Estados Unidos: partidos políticos do establishment serão enfraquecidos e os candidatos antiestablishment serão impulsionados", avaliou.

Para ele, essa é a dinâmica política mais importante na região, principalmente no Brasil, na Colômbia e no México, que terão eleições presidenciais em 2018. 'Os maiores impactos serão sentidos pelas democracias mais abertas na região, onde partidos políticos atingidos ainda estão no poder.'

Bremmer citou a Colômbia, a Republica Dominicana e o Panamá, países em que os presidentes enfrentam acusações de terem recebido dinheiro da Odebrecht em campanhas eleitorais. Se surgirem evidências diretas de envolvimento dos presidentes, eles podem sofrer pressões para renunciarem."

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