Lavrov lembra que EUA já atacaram o Iraque usando alegações falsas

O chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, lembrou que, em 2003, os Estados Unidos, o Reino Unido e alguns aliados invadiram o Iraque sem a aprovação do Conselho de Segurança, "em violação enorme da lei internacional"; segundo Lavrov, os norte-americanos usam o pretexto do ataque químico, de autoria não investigada, para promover uma troca de regime na Síria

Russian Foreign Minister Sergei Lavrov takes part in a news conference in Moscow March 8, 2014. Lavrov said on Saturday the Ukrainian government was taking orders from extremists and denied Moscow had any direct role in the crisis in Crimea.  REUTERS/Serg
Russian Foreign Minister Sergei Lavrov takes part in a news conference in Moscow March 8, 2014. Lavrov said on Saturday the Ukrainian government was taking orders from extremists and denied Moscow had any direct role in the crisis in Crimea. REUTERS/Serg (Foto: Leonardo Attuch)

Da Agência Sputinik

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, insiste ser preciso exigir a verdade sobre os ataques realizados pelos EUA na Síria, porém, diz "não saber" quando isso vai ser possível.

Lavrov comentou também que os ataques norte-americanos contra a base aérea de Shayrat fazem lembrar a ofensiva contra o Iraque em 2003, que não teve aprovação das Nações Unidas.

"É reminiscente da situação em 2003, quando os EUA, o Reino Unido e alguns aliados deles invadiram o Iraque sem a aprovação do Conselho de Segurança, em violação enorme da lei internacional", disse o ministro, que está agora no Uzbequistão.

Ele sublinhou também que o ataque contra a base de Shayrat, que matou 7 pessoas, de acordo com o governador da província de Homs, "foi um ato de agressão sob pretexto absolutamente falso".

O ministro também adiantou que "pelo visto, não houve vítimas" entre militares russos.

Útil para quem quer derrubar o poder

"Ao se perguntar sobre quem ganha com o que acabou de acontecer, só ganham aqueles que desejam minar o processo de Genebra, o processo de Astana, querendo criar provas que faltam, os pretextos, as razões para uma transferência de regularização política à troca de regime por via militar", disse Sergei Lavrov.

Turquia quer negociar

No entanto, o homônimo turco de Sergei Lavrov, Mevlut Cavusoglu, comunicou que a parte turca enviou um pedido de negociações com Lavrov sobre o assunto.

"Nós tivemos uma conversa com o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, pedimos negociações com Lavrov. É preciso reforçar a coordenação entre nós, reforçar o trabalho diplomático", disse Cavusoglu, que se encontra em Antália.

Ataque

Na madrugada desta sexta (noite da quinta-feira no Brasil), o presidente dos EUA, Doland Trump, ordenou um ataque com mísseis contra a base aérea de Shayrat, na província síria de Homs, por ter alegadamente servido também como base para um suposto ataque químico. O Pentágono informou que 59 mísseis Tomahawk foram lançados.

O governo da Síria nega possuir armas químicas.

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