Líder de Hong Kong defende diálogo e respeito mútuo para sair do caos

A líder de Hong Kong, Carrie Lam, disse nesta terça-feira que espera que um protesto antigoverno pacífico do final de semana seja o início de esforços para restaurar a calma e que conversas com manifestantes avessos à violência proporcionem “uma saída” para a cidade sob controle chinês

Carrie Lam, governadora de Hong Kong
Carrie Lam, governadora de Hong Kong (Foto: Xinhua)

Reuters - Centenas de milhares de manifestantes protestaram pacificamente sob uma chuva torrencial no domingo (18), assinalando a 11ª semana de manifestações muitas vezes violentas.

“Espero sinceramente que isso tenha sido o começo da sociedade voltando à paz e mantendo distância da violência”, disse Carrie.

“Começaremos a trabalhar imediatamente para estabelecer uma plataforma para o diálogo. Este diálogo, espero, será baseado em compreensão e respeito mútuos e encontrará uma saída para a Hong Kong atual.”

A revolta irrompeu em junho devido a um projeto de lei depois suspenso que permitiria que suspeitos de crimes da ex-colônia britânica fossem extraditados para a China continental para serem julgados.

Os protestos provocaram reações fortes de Pequim, que acusou países estrangeiros, inclusive os Estados Unidos, de fomentarem a revolta no território. A China também enviou um sinal claro de que uma intervenção vigorosa é possível, e forças paramilitares realizam exercícios na vizinha Shenzhen.

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