Líder do ELN diz que ataque foi resposta ao governo colombiano e pede acordo de paz

Para o principal negociador do Exército de Libertação Nacional, Pablo Beltrán, o ataque a uma academia de polícia na Colômbia foi uma resposta às ações do governo, embora os guerrilheiros não tenham renunciado a um acordo de paz

Líder do ELN diz que ataque foi resposta ao governo colombiano e pede acordo de paz
Líder do ELN diz que ataque foi resposta ao governo colombiano e pede acordo de paz (Foto: STRINGER)

RFI - Para o principal negociador do Exército de Libertação Nacional, Pablo Beltrán, o ataque a uma academia de polícia na Colômbia foi uma resposta às ações do governo, embora os guerrilheiros não tenham renunciado a um acordo de paz.

Na entrevista seguinte à AFP, Pablo Beltrán, que está em Havana, refere-se ao fim da mesa de diálogo decretada pelo presidente Iván Duque e seus pedidos para Cuba entregá-los aos tribunais.

Da Colômbia, o comandante Uriel, da Frente de Guerra Ocidental Omar Gomez, do ELN, enviou um áudio de whatsapp à mídia, em que diz: “Lamentamos profundamente esta reação do governo colombiano. Estão truncando as possibilidades de eliminar o conflito armado”.

“Infelizmente o conflito armado traz mortes. Estamos na lógica que o mesmo governo colocou, a de falar em meio ao conflito. O Exército de Liberação Nacional sugeriu que os diálogos acontecessem em meio a um cessar-fogo bilateral, mas o poder estabelecido disse não. Esta lógica [do governo] acaba com as negociações, trunca as possibilidades de que atos como estes não voltem a acontecer e pelo contrário, é o que [o governo] quer que siga acontecendo", finaliza o comandante.

Pablo Beltrán, de Cuba, segue o mesmo raciocínio.

Leia a entrevista na íntegra

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247