Macri defende que Lula seja ministro de Dilma

Ícone da nova direita latino-americana, o presidente argentino, Mauricio Macri, fez um posicionamento firme em defesa da legalidade e da democracia no Brasil; Macri disse que a decisão da presidente Dilma Rousseff de nomear Lula como ministro da Casa Civil "é válida", e destacou que Lula fortalece o governo Dilma; "Não cabe a segunda intenção, que não me consta", disse; nessa segunda-feira 21, a chanceler do governo argentino, Susana Malcorra, alertou que o Mercosul pode suspender o Brasil caso o impeachment passe

Ícone da nova direita latino-americana, o presidente argentino, Mauricio Macri, fez um posicionamento firme em defesa da legalidade e da democracia no Brasil; Macri disse que a decisão da presidente Dilma Rousseff de nomear Lula como ministro da Casa Civil "é válida", e destacou que Lula fortalece o governo Dilma; "Não cabe a segunda intenção, que não me consta", disse; nessa segunda-feira 21, a chanceler do governo argentino, Susana Malcorra, alertou que o Mercosul pode suspender o Brasil caso o impeachment passe
Ícone da nova direita latino-americana, o presidente argentino, Mauricio Macri, fez um posicionamento firme em defesa da legalidade e da democracia no Brasil; Macri disse que a decisão da presidente Dilma Rousseff de nomear Lula como ministro da Casa Civil "é válida", e destacou que Lula fortalece o governo Dilma; "Não cabe a segunda intenção, que não me consta", disse; nessa segunda-feira 21, a chanceler do governo argentino, Susana Malcorra, alertou que o Mercosul pode suspender o Brasil caso o impeachment passe (Foto: Aquiles Lins)

247 - Durante balanço sobre os primeiros 100 dias de governo, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, ícone da nova direita latino-americana, defendeu o direito da presidente Dilma Rousseff de nomear o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil. 

Para Macri, a nomeação de Lula é "válida" e fortalece o governo Dilma. "Quero crer que ela fez isso para fortalecer seu governo do ponto de vista operacional, não para encobrir uma causa judicial. Desse ponto de vista, é absolutamente válido. Agora, não cabe a segunda intenção, que não me consta", afirmou Macri ao jornal argentino La Nación.

Macri ainda falou sobre a crise política no Brasil: "De fato, me entristece. Tenho muito carinho para com os brasileiros e devo ser um dos poucos argentinos que, quando a Argentina perde no Mundial, quer que o Brasil vença", afirmou Macri, aludindo à clássica rivalidade entre os dois países no futebol. "Ver os brasileiros tão pessimistas e travados nesta discussão política me entristece", completou.

Nessa segunda-feira, 21, a chanceler argentina, Susana Malcorra, alertou que o Brasil poderá ser suspenso do Mercosul. Segundo ela, a cláusula democrática do bloco prevê sanções aos países que desrespeitarem os processos eleitorais. Reunião de emergência entre chanceleres está sendo organizada para tratar da crise brasileira. Malcorra afirmou que o Mercosul pretende divulgar "o mais rápido possível" uma nota de apoio institucional ao governo da presidente Dilma Rousseff, alvo de um processo de impeachment no Congresso (leia mais).

 

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