Macri diz que prioridade será combate à pobreza e ao narcotráfico

"É um desafio, depois de anos de prepotência e enfrentamento inútil. Todos temos que crescer. Quem votou em nós quer três coisas: pobreza zero, derrotar o narcotráfico e união de todos", discursou o presidente eleito na Argentina, Mauricio Macri, que recebeu nesta quinta-feira 9 o bastão e a faixa presidenciais na Casa Rosada

"É um desafio, depois de anos de prepotência e enfrentamento inútil. Todos temos que crescer. Quem votou em nós quer três coisas: pobreza zero, derrotar o narcotráfico e união de todos", discursou o presidente eleito na Argentina, Mauricio Macri, que recebeu nesta quinta-feira 9 o bastão e a faixa presidenciais na Casa Rosada
"É um desafio, depois de anos de prepotência e enfrentamento inútil. Todos temos que crescer. Quem votou em nós quer três coisas: pobreza zero, derrotar o narcotráfico e união de todos", discursou o presidente eleito na Argentina, Mauricio Macri, que recebeu nesta quinta-feira 9 o bastão e a faixa presidenciais na Casa Rosada (Foto: Gisele Federicce)
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Ana Cristina Campos e Monica Yanakiew – Repórteres da Agência Brasil*

O novo presidente da Argentina, Mauricio Macri, disse hoje (10) que as prioridades de seu governo serão combate à pobreza, ao narcotráfico e unir a Argentina.

"É um desafio, depois de anos de prepotência e enfrentamento inútil. Todos temos que crescer. Quem votou em nós quer três coisas: pobreza zero, derrotar o narcotráfico e união de todos. Vamos universalizar a proteção social para que nenhuma criança fique desprotegida", disse, ressaltando que adotará políticas para geração de emprego.

Macri disse também que irá governar sem " o personalismo dos que atropelam as instituições por motivos pessoais". Segundo ele, sua gestão será transparente. Durante o governo passado, oposicionistas e formadores de opinião acusavam a gestão de Cristina Kirchner de omitir dados estatísticos da economia, como a taxa de inflação.

América Latina

Macri disse que seu governo vai buscar unidade e cooperação da América Latina com o restante do mundo e o fortalecimento da democracia na região para superar as adversidades. "Queremos ter um relacionamento normal com todos os países do mundo", afirmou, no discurso de posse no Congresso Nacional.

O novo presidente também defendeu a Justiça independente na Argentina. "No nosso governo, não haverá juízes macristas, não pode haver juízes militantes de algum partido político, não são bem-vindos no meu governo", disse o novo presidente. Ele também quer um Poder Judiciário mais rápido. "Justiça tardia não é justiça".

Macri pediu o apoio de todos os setores para governar e cumprimentou os outros candidatos à Presidência. Todos os candidatos compareceram à posse. "Estamos unidos pela democracia e para ver uma Argentina desenvolvida. Os desafios à frente são enormes, e não poderão ser resolvidos de uma hora para outra, mas asseguro que vamos dar pequenos passos a cada dia. Conto com vocês para governar".

Corrupção

Ele também prometeu combater a corrupção. "Esse governo vai combater a corrupção. Vou ser implacável com os corruptos. Não importa o partido".

O novo presidente sucede Cristina Kirchner, que ocupou a Presidência argentina durante oito anos. Macri foi eleito no segundo turno das eleições, em 22 de novembro, com 51,42% dos votos, contra 48,60% de Daniel Scioli, o candidato apoiado pelo governo.

Estão presentes na posse os presidentes da Colômbia, da Bolívia, do Uruguai, do Paraguai e do Chile. A presidenta Dilma Rousseff não chegou a tempo da posse, porque a cerimônia foi antecipada. Está previsto um encontro de Dilma com Macri na Casa Rosada.

Faixa presidencial

Depois do discurso no Congresso, Macri irá receber a faixa presidencial na Casa Rosada. A faixa e o bastão serão passados pelo presidente interino do Senado, Federico Pinedo.

A passagem da faixa provocou um desentendimento entre Cristina e Macri. Uma decisão judicial a favor de Macri determinou que o mandato de Cristina Kirchner terminou às 23h59 de ontem (9). A partir de meia-noite, Pinedo assumiu o governo até Macri tomar posse.

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