Macri entregará Argentina mais pobre do que recebeu dos Kirchners

A nove meses da eleição presidencial na Argentina, o presidente Mauricio Macri, que até recentemente era aclamado por economistas e jornalistas dos grandes veículos brasileiros como "exemplo" a ser seguido pelo Brasil, vai entregar o país mais pobre do que quando recebeu de sua antecessora, Cristina Kirchner; "A parcela da população do país classificada como pobre passou de 29,2%, no terceiro trimestre de 2015, para 33,6% no mesmo período de 2018"

Macri entregará Argentina mais pobre do que recebeu dos Kirchners
Macri entregará Argentina mais pobre do que recebeu dos Kirchners (Foto: Ricardo Mazalan)

247 - Luciana Dyniewicz conta no Estado de S. Paulo que, a nove meses da eleição presidencial na Argentina, o presidente Mauricio Macri, que até recentemente era aclamado por economistas e jornalistas dos grandes veículos brasileiros como "exemplo" a ser seguido pelo Brasil, vai entregar o país mais pobre do que quando recebeu de sua antecessora, Cristina Kirchner. "A parcela da população do país classificada como pobre passou de 29,2%, no terceiro trimestre de 2015, para 33,6% no mesmo período de 2018", afirma Dyniewicz.

Macri foi eleito com uma plataforma neoliberal e implementou política de retirada de direitos dos trabalhadores e promoção de aumento substancial das tarifas públicas, entre outras medidas na mesma linha, que só agravaram a situação econômica do país. Não por acaso, precisou solicitar empréstimo ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para diminuir a crise financeira – "sinal claro de fracasso de suas políticas econômicas", explicou o analista político José Lopez Feijóo à TVT.

"Uma das promessas de campanha de Mauricio Macri na corrida eleitoral argentina de 2015 foi 'pobreza zero'. A nove meses da próxima eleição presidencial, os números estão mais distantes da meta do que antes de ele chegar à Casa Rosada. A economia argentina começou a degringolar há pouco mais de um ano, com barbeiragens na condução da política monetária, e se acentuou com o aumento da taxa básica de juros nos Estados Unidos, que tornou os títulos americanos mais atraentes para os investidores e os papéis de países emergentes, menos interessantes", explica Dyniewicz.

Em 2017, o PIB argentino avançou 2,9% e a pobreza retrocedeu 4,1 pontos porcentuais. Para 2019, a projeção é de queda na economia e, mesmo que haja um recuo na pobreza como houve em 2017, o índice será mais elevado do que era quando Macri assumiu.

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