Maduro acusa Colômbia e Espanha de envolvimento em planos terroristas contra Venezuela

O presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou neste domingo (7) que os governos de Colômbia e Espanha dirigem e permitem, respectivamente, a elaboração de planos terroristas contra o seu país

Nicolás Maduro em coletiva de imprensa, 8 de dezembro de 2020
Nicolás Maduro em coletiva de imprensa, 8 de dezembro de 2020 (Foto: Presidência da República da Venezuela)
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Sputnik - "A partir da Colômbia, e do Palácio de Nariño [sede do governo colombiano], se dirige uma conspiração permanente para agredir a Venezuela, para ataques terroristas […] na Espanha se planejam estes e outros ataques, mas o governo espanhol se faz de surdo, mudo e louco", disse Maduro durante um pronunciamento transmitido pela emissora estatal VTV.

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Maduro assinalou que o governo espanhol protege o opositor e foragido da Justiça venezuelana, Leopoldo López, a quem acusou de ser o mentor dos planos terroristas que foram executados na Venezuela.

Seria muito simples para a inteligência espanhola investigar todas as denúncias e provas que a Assembleia Nacional apresentou [contra López]. Seria muito simples porque o nível tecnológico e a capacidade investigativa da polícia espanhola é muito grande, mas eles não querem fazê-lo, estão protegendo um terrorista", ressaltou Maduro.

O presidente venezuelano insistiu que López organizou de dentro da embaixada da Espanha em Caracas a chamada Operação Gideão, uma incursão marítima ocorrida em 3 de maio de 2020, que tinha como objetivo desestabilizar o país, assassinar políticos e o próprio Maduro.

O chefe de Estado também afirmou que há provas que demonstram a participação da Direção Nacional de Inteligência da Colômbia na preparação, na proteção e no financiamento da Operação Gideão.

Atentado contra a Assembleia Nacional

Na sexta-feira (5), o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, apresentou o que seriam provas de um ataque frustrado com explosivos contra a sede do Legislativo.

Rodríguez assinalou que um ex-oficial de segurança da assembleia, Richard Alberto Grillet Álvarez, foi detido em 26 de janeiro por relação com o caso. De acordo com o presidente da Assembleia Nacional, o ex-oficial de segurança teria recebido 5.000 dólares (cerca de 27.000 reais) para colocar três caixas de explosivos em diferentes áreas do palácio legislativo.

Além disso, Rodríguez relatou que Grillet foi recrutado por Mariano Ugarte, um agente da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês) que atua na Colômbia.

Grillet foi denunciado pelo Ministério Público da Venezuela pelos supostos crimes de terrorismo, traição à pátria e formação de quadrilha.

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