Maduro diz que EUA estão desesperados por um golpe na Venezuela

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusou os Estados Unidos de estarem "desesperados" para avançar com um golpe de Estado contra o seu governo e de usarem a imprensa norte-americana para pedir uma intervenção estrangeira na Venezuela; "Pela primeira vez, um presidente dos EUA, em tempo de revolução, pede publicamente a 'substituição imediata' do governo constitucional e legítimo da Venezuela", disse em referência ao ditorial publicado pelo jornal The Washington Post, que insistia na necessidade de uma intervenção política estrangeira na Venezuela

Presidente venezuelano Nicolás Maduro faz discurso em Caracas.  REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
Presidente venezuelano Nicolás Maduro faz discurso em Caracas. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins (Foto: Paulo Emílio)

Lusa - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusou os Estados Unidos de estarem "desesperados" para avançar com um golpe de Estado contra o seu governo e de usarem a imprensa norte-americana para pedir uma intervenção estrangeira na Venezuela.

"Que razões tem esse império decadente e imoral para que um dos jornais que sempre tem servido como impulsionador de golpes de Estado hoje apele a uma intervenção na Venezuela?", disse Maduro em Caracas, nessa quarta-feira (13), nas cerimônias de celebração do Dia Nacional da Milícia Bolivariana. Ele comentou o editorial publicado ontem pelo jornal The Washington Post, que insistia na necessidade de uma intervenção política estrangeira na Venezuela.

"Condeno e refuto todas as ameaças que se fazem desde Washington contra a Venezuela", afirmou Maduro. Ele pediu às Forças Armadas para analisar e atualizar todos os planos de defesa nacional.

Segundo o presidente, Washington organiza uma conspiração golpista para acabar com o governo revolucionário e com a pátria venezuelana. "Está em marcha. Há uma conspiração golpista dirigida desde Washington", acrescentou.

Maduro considerou que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, "revelou as suas verdadeiras intenções" ao pedir a substituição do governo venezuelano.

"Pela primeira vez, um presidente dos EUA, em tempo de revolução, pede publicamente a 'substituição imediata' do governo constitucional e legítimo da Venezuela", disse, chamando os venezuelanos a "levantar a voz da dignidade e a condenar a ingerência golpista do governo dos Estados Unidos em assuntos que dizem respeito só aos venezuelanos".

O editorial publicado pelo The Washington Post insiste que a Venezuela precisa de uma intervenção política estrangeira de forma a preservar a democracia na região.

"A Venezuela precisa desesperadamente de intervenção política dos [países] vizinhos, que têm um mecanismo pronto na Organização dos Estados Americanos, a Carta Democrática Interamericana - tratado que prevê ação coletiva quando um regime viola as normas constitucionais", diz o jornal.

Segundo o Washington Post, "os líderes da região estão distraídos", o "Brasil sofre a sua própria crise política, enquanto a administração de Obama está preocupada com Cuba. Enquanto a Casa Branca corteja os Castro, eles usam o seu controle sobre as forças de segurança e informações da Venezuela e ajudam, há muito tempo, Maduro a fomentar táticas 'kamikazes'. É provável que uma explosão não esteja longe".

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