Maduro diz que perdas dos EUA serão irreparáveis em caso de agressão

Em entrevista exclusiva ao canal Russia Today, o presidente venezuelano Nicolás Maduro comentou a crise política vivida no seu país e explicou as razões e possíveis consequências de uma intervenção militar dos EUA na Venezuela; Nicolás Maduro disse que a razão pela qual os EUA querem intervir militarmente a Venezuela são os recursos naturais, o petróleo, o gás e o ouro, bem como a "riqueza moral da revolução bolivariana"; segundo Maduro, a diplomacia da paz e a opinião pública mundial devem ajudar a evitar uma invasão norte-americana, que resultaria "irreparável do ponto de vista de perdas militares e humanas" para Washington

Maduro diz que perdas dos EUA serão irreparáveis em caso de agressão
Maduro diz que perdas dos EUA serão irreparáveis em caso de agressão

247, com Sputnik - Em entrevista exclusiva ao canal Russia Today, o presidente venezuelano Nicolás Maduro comentou a crise política vivida no seu país e explicou as razões e possíveis consequências de uma intervenção militar dos EUA na Venezuela.

Nicolás Maduro disse que a razão pela qual os EUA querem intervir militarmente a Venezuela são os recursos naturais, o petróleo, o gás e o ouro, bem como a "riqueza moral da revolução bolivariana".

"Nós temos armas de destruição em massa? Nós somos uma ameaça para a segurança dos EUA?" - perguntou o líder venezuelano.

"O 'casus belli' é a riqueza moral da revolução bolivariana, acabar com uma revolução que dá exemplo de independência e justiça social", afirmou Maduro, assinalando que o presidente dos EUA Donald Trump "deve retirar imediatamente a sua ameaça militar contra um povo pacífico e nobre, o povo da Venezuela".

Segundo Maduro, a diplomacia da paz e a opinião pública mundial devem ajudar a evitar uma invasão norte-americana, que resultaria "irreparável do ponto de vista de perdas militares e humanas" para Washington. Ele prometeu que aproveitaria "cada mídia para pedir ao mundo inteiro que saia em paz para denunciar e deter a loucura de Donald Trump".

Além disso, o mandatário venezuelano abordou o tema das eleições, ressaltando que "na Venezuela não há falta de eleições", já que durante os últimos 20 anos tiveram lugar no país 25 eleições. As próximas eleições são as legislativas que, conforme o calendário eleitoral, ocorrerão em 2020.

A crise política venezuelana se agravou no dia 23 de janeiro, depois que o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se declarou presidente interino do país.

Os EUA, vários países da Europa e da América Latina, inclusive o Brasil, reconheceram o líder da oposição como presidente interino legítimo do país. Rússia, China, México, Turquia, Noruega e Uruguai estão entre as nações que manifestaram seu apoio a Maduro como o chefe de Estado legitimamente eleito do país.

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