Maduro: EUA fabricaram crise para lançar guerra na América do Sul

"Tudo o que o governo dos EUA faz está condenado ao fracasso. Eles estão tentando fabricar uma crise para justificar a escalada política e a intervenção militar na Venezuela, a fim de trazer a guerra à América do Sul", disse Maduro em uma entrevista ao canal americano ABC News; ontem, o Brasil se negou a participar de uma ação militar contra a Venezuela

Maduro: EUA fabricaram crise para lançar guerra na América do Sul
Maduro: EUA fabricaram crise para lançar guerra na América do Sul (Foto: Fotos: Reuters)

Sputinik – O presidente da Venezuela Nicolás Maduro acusou as autoridades americanas de quererem iniciar uma guerra na América do Sul. "Tudo o que o governo dos EUA faz está condenado ao fracasso. Eles estão tentando fabricar uma crise para justificar a escalada política e a intervenção militar na Venezuela, a fim de trazer a guerra à América do Sul", disse Maduro em uma entrevista ao canal americano ABC News.

Segundo Maduro, os EUA querem se apoderar do petróleo venezuelano e "estão dispostos a entrar em guerra por esse petróleo".

"O governo extremista da Ku Klux Klan dirigido por Donald Trump quer a guerra por causa do petróleo e não só por causa do petróleo", disse ele, descrevendo a Venezuela como um "país pacifista e humilde" e sublinhando que está pronto para um diálogo direto com o governo americano.

Apoiadores do autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, seguram bandeira enquanto participam de protesto contra o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela, 30 de janeiro de 2019

A tensão política na Venezuela aumentou desde que em 23 de janeiro Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e líder da oposição, se declarou presidente interino do país.

Os EUA e vários países da Europa e América Latina, inclusive o Brasil, reconheceram Guaidó como presidente interino do país. Rússia, China, Cuba, Bolívia, Nicarágua, Turquia, México, Irã e muitos outros países manifestaram seu apoio a Maduro como presidente legítimo do país e exigiram que os outros países respeitem o princípio de não interferência nos assuntos internos do país latino-americano.

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