Maduro faz “exercício militar especial” após sanções dos EUA

"Ordenei, no quadro do plano de exercícios militares de 2015, um exercício militar defensivo especial, no próximo sábado, 14 de março", anunciou; O presidente convidou todos os cidadãos a apoiar as Forças Armadas e a Milícia Nacional venezuelana, em todas as regiões do país, acrescentando que vai dirigir pessoalmente o exercício porque a Venezuela "tem que estar preparada e não pode ser jamais uma Líbia ou um Iraque"

Maduro faz “exercício militar especial” após sanções dos EUA
Maduro faz “exercício militar especial” após sanções dos EUA (Foto: HANDOUT)

Da Agência Lusa

O presidente Nicolás Maduro disse hoje (11) que determinou a realização de "exercício militar defensivo especial", em resposta à imposição de sanções dos Estados Unidos contra funcionários venezuelanos e da declaração de que a Venezuela é uma "ameaça" para a segurança norte-americana.

"Ordenei, no quadro do plano de exercícios militares de 2015, um exercício militar defensivo especial, no próximo sábado, 14 de março", anunciou.

Maduro falou na Assembleia Nacional (Parlamento), em pronunciamento transmitido simultaneamente em rede nacional de rádio e televisão. Ele pediu ao Parlamento a aprovação de poderes especiais para legislar por decreto para garantir a paz e combater o imperialismo norte-americano.

O presidente convidou todos os cidadãos a apoiar as Forças Armadas e a Milícia Nacional venezuelana, em todas as regiões do país, acrescentando que vai dirigir pessoalmente o exercício porque a Venezuela "tem que estar preparada e não pode ser jamais uma Líbia ou um Iraque".

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, determinou segunda-feira (9) a aplicação de novas sanções a sete altos funcionários venezuelanos, que acusa de violação de direitos humanos. Entre os funcionários que receberam sanções - a proibição de entrada nos EUA e o congelamento de bens - estão o diretor-geral dos Serviços Secretos e o diretor da Polícia Nacional.

Obama declarou que há uma situação de "emergência nacional" nos Estados Unidos, devido ao "extraordinário risco" que representa a situação da Venezuela para a segurança norte-americana.

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