Maduro interrompe diálogo com oposição devido a apoio de Guaidó a bloqueio

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decidiu nesta quarta-feira (8) interromper o diálogo com a oposição, depois que Juan Guaidó declarou apoio ao bloqueio econômico total decretado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o país sul-americano

Jorge Rodríguez
Jorge Rodríguez (Foto: Sputnik)

EFE - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decidiu nesta quarta-feira (8) suspender a participação de representantes do governo no processo de diálogo com a oposição em Barbados, mediado pela Noruega, devido ao apoio do líder do parlamento, Juan Guaidó, às novas sanções econômicas aplicadas contra o país pelo governo dos Estados Unidos.

"O presidente Nicolás Maduro decidiu não enviar a delegação venezuelana nesta oportunidade em razão da grave e brutal agressão cometida de maneira contínua e astuciosa por parte do governo (de Donald) Trump contra a Venezuela", disse o governo venezuelano em nota.

O comunicado é uma reação de Maduro à decisão dos Estados Unidos de impor um bloqueio total aos bens do governo da Venezuela sob jurisdição americana.

O comunicado foi divulgado pelo ministro de Comunicação da Venezuela, Jorge Rodríguez. 

No texto, o integrante do governo de Maduro indica que a equipe escolhida por Guaidó já está em Barbados para a rodada de negociação.

"Os venezuelanos notaram com profunda indignação que o chefe da delegação da oposição, Juan Guaidó, celebra, promove e apoia estas ações lesivas", afirmou o governo de Maduro, avisando também que irá revisar o processo de diálogo mediado pela Noruega.

As reuniões entre chavistas e opositores ocorreriam entre esta quinta e a sexta-feira. Esta seria a terceira rodada de diálogo entre as partes em Barbados.

Mais cedo, Guaidó reiterou que seguiria no processo de diálogo com Maduro apesar de compartilhar das dúvidas expressadas por alguns dos aliados internacionais da oposição.

Questionado se fazia referência às recentes declarações do assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, Guaidó disse que compartilha do ceticismo não só mostrado pelo representante americano, mas também por outros países.

Segundo ele, também expressaram reservas às negociações em Barbados o chanceler do Peru, Néstor Popolizio, e outros integrantes do Grupo Internacional de Contato. 

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